Zero no marcador e zero no futebol

O terceiro empate a zero do Mundial, o melhor que a Inglaterra voltou a conseguir ontem, não altera a tendência da segunda jornada: menos cautelas defensivas e mais golos. Enquanto na primeira ronda a média de remates vitoriosos foi modesta, de 1,6 por partida, nos sete jogos da segunda já vamos em 18 tentos, o que dá uma média de 2,6.

Mas esse indicador não resulta da eficácia das estrelas, Argentina à parte, pois às derrotas de Espanha e França temos agora de juntar o inesperado insucesso da grande Alemanha. Talvez para que não lhes aconteça o mesmo, os ingleses parecem apostar na qualificação com três empates e zero de futebol. Dois já estão.

Que os portugueses não se inspirem nesse jogo medroso (e bem podemos trocar as consoantes do meio) e partam para cima dos coreanos. Precisamos disso, caramba.

Passe global, publicado na edição impressa de Record de 19 junho 2010

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