Vieira e Godinho: uma guerra inútil

 

A azeda troca de palavras a que se dedicaram nos últimos dias os presidentes do Benfica e do Sporting não contribui para levar mais espectadores aos estádios, nem para motivar as pessoas que, não se afastando totalmente do jogo, diminuem, com a sua indiferença, a participação no negócio. E retiram o foco daqueles que realmente arrastam as multidões: os jogadores.

Talvez a comunicação social deva assumir também uma parte da culpa, pelo relevo que deu a mais uma inútil guerra de alecrim e manjerona, embora não caiba aos jornalistas noticiar ou não noticiar o que acontece, em função de interesses, incluindo aqueles que contribuem para que recebam o salário no final do mês.

O antagonismo e a conflitualidade, como o bairrismo e a clubite, fazem parte do ADN dos portugueses. E isso é mau? É, embora haja quem defenda que são essas caraterísticas que funcionam depois como as válvulas de escape que evitam tragédias maiores.

De qualquer modo, sinto dificuldade em entender, e não me considero propriamente estúpido, que vantagens tirarão Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes desta espúria confrontação. Ambos podiam tê-la evitado, ambos são responsáveis pelo nível a que o verbo desceu. 

Não conheço os antecedentes, pelo que não sei se existiu um primeiro agravo que tenha levado Vieira a não atender o telefone ao líder leonino. Mas não podia Godinho ter evitado dizer que não sentia qualquer prazer em falar com o presidente dos encarnados, no fundo uma verdadeira declaração de inimizade? Claro que a seguir o caldo entornou de vez e o que ouvimos não foi bonito.

Portugal vive momentos muito difíceis e dirigir hoje um clube, para mais com a dimensão – e a dimensão dos problemas – de Benfica e Sporting, é tarefa para super-homens. E a pressão, intensa e continuada, transforma-se num pesadelo que pode toldar o raciocínio e o bom senso. Será o caso.

A azeda troca de palavras a que se dedicaram nos últimos dias os presidentes do Benfica e do Sporting não contribui para levar mais espetadores aos estádios, nem para motivar as pessoas que, não se afastando totalmente do jogo, diminuem, com a sua indiferença, a participação no negócio. E retiram o foco daqueles que realmente arrastam as multidões: os jogadores.
Talvez a comunicação social deva assumir também uma parte da culpa, pelo relevo que deu a mais uma inútil guerra de alecrim e manjerona, embora não caiba aos jornalistas noticiar ou não noticiar o que acontece, em função de interesses, incluindo aqueles que contribuem para que recebam o salário no final do mês.
O antagonismo e a conflitualidade, como o bairrismo e a clubite, fazem parte do ADN dos portugueses. E isso é mau? É, embora haja quem defenda que são essas caraterísticas que funcionam depois como as válvulas de escape que evitam tragédias maiores.
De qualquer modo, sinto dificuldade em entender, e não me considero propriamente estúpido, que vantagens tirarão Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes desta espúria confrontação. Ambos podiam tê-la evitado, ambos são responsáveis pelo nível a que o verbo desceu. 
Não conheço os antecedentes, pelo que não sei se existiu um primeiro agravo que tenha levado Vieira a não atender o telefone ao líder leonino. Mas não podia Godinho ter evitado dizer que não sentia qualquer prazer em falar com o presidente dos encarnados, no fundo uma verdadeira declaração de inimizade? Claro que a seguir o caldo entornou de vez e o que ouvimos não foi bonito.
Portugal vive momentos muito difíceis e dirigir hoje um clube, para mais com a dimensão – e a dimensão dos problemas – de Benfica e Sporting, é tarefa para super-homens. E a pressão, intensa e continuada, transforma-se num pesadelo que pode toldar o raciocínio e o bom senso. Será o casA azeda troca de palavras a que se dedicaram nos últimos dias os presidentes do Benfica e do Sporting não contribui para levar mais espetadores aos estádios, nem para motivar as pessoas que, não se afastando totalmente do jogo, diminuem, com a sua indiferença, a participação no negócio. E retiram o foco daqueles que realmente arrastam as multidões: os jogadores.Talvez a comunicação social deva assumir também uma parte da culpa, pelo relevo que deu a mais uma inútil guerra de alecrim e manjerona, embora não caiba aos jornalistas noticiar ou não noticiar o que acontece, em função de interesses, incluindo aqueles que contribuem para que recebam o salário no final do mês.O antagonismo e a conflitualidade, como o bairrismo e a clubite, fazem parte do ADN dos portugueses. E isso é mau? É, embora haja quem defenda que são essas caraterísticas que funcionam depois como as válvulas de escape que evitam tragédias maiores.De qualquer modo, sinto dificuldade em entender, e não me considero propriamente estúpido, que vantagens tirarão Luís Filipe Vieira e Godinho Lopes desta espúria confrontação. Ambos podiam tê-la evitado, ambos são responsáveis pelo nível a que o verbo desceu. Não conheço os antecedentes, pelo que não sei se existiu um primeiro agravo que tenha levado Vieira a não atender o telefone ao líder leonino. Mas não podia Godinho ter evitado dizer que não sentia qualquer prazer em falar com o presidente dos encarnados, no fundo uma verdadeira declaração de inimizade? Claro que a seguir o caldo entornou de vez e o que ouvimos não foi bonito.Portugal vive momentos muito difíceis e dirigir hoje um clube, para mais com a dimensão – e a dimensão dos problemas – de Benfica e Sporting, é tarefa para super-homens. E a pressão, intensa e continuada, transforma-se num pesadelo que pode toldar o raciocínio e o bom senso. Será o caso.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 15 dezembro 2012

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