Vieira e Costa não poderão manter Jorge Jesus

Sou “cliente” habitual das prestações televisivas do jornalista Fernando Guerra, marcadas, invariavelmente, por um bom senso que pede meças à indiscutível qualidade da sua análise do fenómeno futebolístico.

Há dias, ouvi-lhe opinião semelhante à que tive oportunidade de produzir nestas páginas sobre o fim da era de Jorge Jesus no Benfica, uma inevitabilidade que deixou de ser “desmentida” pelos responsáveis encarnados depois da derrota frente ao Schalke 04.

Hoje, vou um pouco mais longe: se o “benfeitor” Lacazette não tem apontado aquele golo milagroso, em Lyon, mesmo ao cair do pano, e o Benfica ficasse fora das competições europeias, Vieira e Costa não teriam a mínima hipótese de manter Jesus como treinador. É bem provável até que já lá não estivesse hoje.

Porque podendo sempre desmentir-se o indesmentível, ficou esta terça-feira bem claro para todos o que nem todos pareciam ser capazes de entender: os jogadores deixaram de acreditar.

E quando assim é, o treinador, seja ele quem seja, tem os dias contados.

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 10 dezembro 2010

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