Viagem paga a Estugarda para ver a final de 1988

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O escriba com o comendador Rui Nabeiro, na visita a uma fábrica de cerveja

O PSV Eindhoven era, na já distante época de 1987-88, uma equipa acessível ao Benfica, pese a condição de triplo campeão holandês. Passara dos quartos às meias-finais da Taça dos Campeões Europeus empatando os dois jogos com os franceses do Bordéus (1-1 fora e 0-0 em casa) e seguira para a final através de duas igualdades com o Real Madrid (1-1 no Bernabéu e 0-0 no Philips Stadium), desempatando de ambas as vezes a seu favor graças aos golos apontados fora. E ganharia a final ao Benfica com o seu quinto empate consecutivo (0-0) – e apenas dois golos marcados em cinco jogos! – no Neckarstadion de Estugarda, na Alemanha, a 25 de Maio de 1988, após marcação de penáltis (6-5).

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Com Luís Norton de Matos, antes do cruzeiro no Reno

Fui um dos 70 mil espectadores da partida decisiva, devido à iniciativa da Delta Cafés, que encheu um avião de convidados, entre os quais alguns jornalistas não-desportivos e muitos quadros da empresa de Campo Maior. E guardo dessa viagem gratíssimas recordações, que começam no fantástico cruzeiro no Reno à visita à fábrica de cerveja, passando pela simplicidade do comendador Rui Nabeiro e pela genuína admiração que gerava nos seus colaboradores.

Só em 2004, para assistir à vitória do FC Porto sobre o Mónaco, em Gelsenkirchen, regressei à Alemanha, já a convite da Cofina – em mais de uma década, nunca deixei que o Record me pagasse uma viagem… – e reparei a deceção com que terminou, 16 anos antes, a excursão da Delta. É assim o futebol – e a vida.

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Veloso falha o sexto penálti e o Benfica perde a Taça dos Campeões Europeus

Parece que foi ontem, Sábado, 11AGO16

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