Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Velharia blue dá lição a Villas-Boas

Tomem nota: 126 anos. É essa a soma das idades dos quatro “velhadas” que ontem, em Stamford Bridge, sob as ordens de um ex-companheiro de dois deles, o italiano Di Matteo, acabaram com a pesada herança de André Villas-Boas – derrota por 3-1 em Nápoles – e, assinando os quatro golos da sua equipa, qualificaram o Chelsea para os quartos de final da Liga dos Campeões.

Não sei mas admito que sim. Sim, talvez Drogba, 34 anos, Lampard, 33, John Terry, 31, e Ivanovic, 28, o benjamim do bando, estivessem entre as inutilidades que Villas-Boas julgava que Abramovich iria varrer do balneário no final da época só para lhe fazer a vontade ou, o que seria mais ridículo ainda, para justificar a péssima época do Chelsea, numa cerimónia em que o nosso André apareceria vestido de anjinho. 

Bem mais inteligente foi Di Matteo que, recebendo a liderança da equipa por estar ali à mão, conseguiu motivar jogadores veteranos mas de inegável categoria, que deram, na hora, sinal de vida e de capacidade. Varrido do balneário o português, os blues só têm vitórias. E ontem chegou a glória.

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 15 março 2012

Tomem nota: 126 anos. É essa a soma das idades dos quatro “velhadas” que ontem, em Stamford Bridge, sob as ordens de um ex-companheiro de dois deles, o italiano Di Matteo, acabaram com a pesada herança de André Villas-Boas – derrota por 3-1 em Nápoles – e, assinando os quatro golos da sua equipa, qualificaram o Chelsea para os quartos de final da Liga dos Campeões.
Não sei mas admito que sim. Sim, talvez Drogba, 34 anos, Lampard, 33, John Terry, 31, e Ivanovic, 28, o benjamim do bando, estivessem entre as inutilidades que Villas-Boas julgava que Abramovich iria varrer do balneário no final da época só para lhe fazer a vontade ou, o que seria mais ridículo ainda, para justificar a péssima época do Chelsea, numa cerimónia em que o nosso André apareceria vestido de anjinho. 
Mais inteligente foi Di Matteo que, recebendo a liderança da equipa por estar ali à mão, conseguiu motivar jogadores veteranos mas de inegável categoria, que deram, na hora, sinal de vida e de capacidade. Varrido do balneário o português, os “blues” só têm vitórias. E ontem chegou a glória.