Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Uma manhã que chegou cedo de mais

Ao ver agora Jaime Antunes como comentador da CMTV, recordei aquele maio de 1997 – estava eu no Tal&Qual – em que a jornalista Cristina Arvelos me recomendou à administração do Manhã Popular, desesperada pelo falhanço do projecto daquele diário, que tinha sido lançado havia seis ou sete semanas.

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O convite inicial, de Jaime Antunes, foi para chefe de redacção, mas o administrador António Ribeiro – ex-jornalista, e com quem eu trabalhara no Jornal Novo e na RDP – logo fez a agulha para director.

Dispus-me a aceitar desde que tivesse plenos poderes para mudanças profundas na estrutura e na linha editorial, e comecei a pensar na reformulação do jornal (foto em baixo), mas fiquei dependente de um reforço de capital por parte do accionista maioritário, Joe Berardo.

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Aconteceu que o empresário madeirense teve o bom senso de não enterrar mais dinheiro no projecto – estava tudo mal e seria quase impossível salvá-lo – e o título encerraria logo a seguir. Um ano depois, surgiria o 24horas, de que fui o primeiro chefe de redacção e mais tarde director. Essa era a minha hora.

Parece que foi ontem, Sábado, 23JUN16