Uma imagem que mata

Na Grécia, a popularidade do Syrisa cede ao ritmo a que se esfuma a utopia. Em Espanha, o Podemos deixou de liderar as preferências dos eleitores e, em Portugal, o PDR de Marinho e Pinto perdeu, de abril para maio, mais de 30% de intenções de voto, segundo a sondagem da Aximage para o Correio da Manhã. A realidade apresenta-se.

Mas a deceção maior é a provocada pelo PS, que com tanta austeridade devia seguir de vento em popa rumo à vitória, em outubro, e não “descola” da maioria, com a qual apenas empata, de acordo com o mesmo estudo de mercado. Para mim, a culpa é da televisão, a cruel.

Explico. A quem via, há poucos anos, Sócrates dar “banhos” sucessivos a Passos Coelho nos debates parlamentares, surge hoje demasiado deprimente a postura respeitável mas gasta de Ferro Rodrigues, de cábula na mão e voz entaramelada, a cair por KO nos combates com o primeiro-ministro. Nada melhor do que uma imagem antiquada para se perderem eleições. O marketing existe – e dá vida ou mata.

Antena paranoica, Correio da Manhã, 16MAI15

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