Uma convocatória que não pode agradar a todos

Como sempre acontece, as escolhas do selecionador nacional não recolhem o aplauso generalizado. Desde logo, da crítica especializada, com cada analista a tentar demonstrar a profundidade da sua sapiência.

Depois, também dos adeptos, com os do Benfica à cabeça por causa do seu único “representante”, Fábio Coentrão, o “Figo de Caxinas”. Para os campeões, as ausências de Quim, Carlos Martins e Rúben Amorim, para já nem falar de Nuno Gomes – “queimado” em casa – são incompreensíveis, e Jorge Jesus não perdeu tempo a puxar pelos novos galões e “saltou” a criticar as opções de Carlos Queiroz.

Menos razões de queixa terão os sportinguistas, que conseguem ver três jogadores, Liedson, Miguel Veloso e Pedro Mendes, de quinas ao peito. Querer que Daniel Carriço, João Moutinho, Tonel e Rui Patrício fossem igualmente chamados, após uma época desastrosa da equipa de Alvalade, seria querer de mais, embora o guarda-redes tenha sido a maior – e mais injusta – vítima da gestão “política” da convocatória.

Mais satisfeitos estarão os portistas, que têm quatro jogadores escolhidos, mais oito (!) que já passaram pelo FC Porto, o que diz bem do que foi a hegemonia dos dragões na última década. Escrevi  “foi”? Terá acabado, como sugere Luís Filipe Vieira? Eu não iria tão longe, primeiro é melhor ver.

Passe curto, a publicar na edição impressa de Record de 12 maio 2010

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