Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Um agente de jornais que protesta pelas capas falsas…

From: Joaquim Gomes [mailto:jjfgomes@kanguru.pt]
Sent: terça-feira, 15 de Março de 2011 18:40
To: Record
Cc: Vasp – Distribuidora de Revistas
Subject: RE: VASP : Expedições do Dia : 108049

Exmos. Srs.,

LAMENTAVELMENTE, mais uma vez, uma grande maioria dos jornais (CM, Record, Jogo, JN, DN, etc.)de hoje traziam uma falsa capa com publicidade a um dos grandes grupos nacionais que no caso é o Continente/Modelo (como se precisassem disso).

Porém, não é a 1ª vez que isto sucede, e quando é publicidade à concorrência directa, o caso poderá mudar de figura; embora estejamos contra qualquer tipo de publicidade deste género, ou seja, de falsas capas.

Ora, nós pequenos agentes VENDEDORES DE JORNAIS COM NOTICIA e NÃO DE PUBLICIDADE, vimo-nos obrigados a fazer publicidade indesejável e que em alguns casos é á nossa concorrência “directa”.

Para além disso, não somos remunerados/compensados financeiramente por tal acto, uma vez que com essa falsa capa se vende menos jornais.

Ou seja, somos prejudicados pelo facto de o cliente não comprar o jornal porque não vê qual é a 1ª pagina e (muito bem) acha que não deve abrir o jornal para “coscuvilhar” o seu interior (que no caso seria a 1º página); ou então somos prejudicados pelos clientes que são mais “abelhudos” e aproveitam a falsa capa para ver a 1ª pagina e restantes, sem sequer adquirem o jornal.

Ora, face ao exposto facilmente se verifica que não TEMOS NADA, MAS MESMO NADA A GANHAR com essa falsa capa de publicidade antes pelo contrário.

No caso do nosso estabelecimento informamos que FORAM TODAS RETIRADAS antes de colocar os jornais para venda, e nem sequer queremos saber das consequências disso, pura e simplesmente não estamos de acordo,, nem sequer somos remunerados por isso.

A nossa sugestão vai no sentido de próximas acções idênticas a estas os jornais serem gratuitos para o agente, uma vez que supostamente já estarão pagos pela publicidade efectuada na “falsa capa”, mas que sejam vendidos ao preço habitual, resultando assim numa margem de lucro total para os agentes.

Acho que seria a medida sensata, mas que estamos em crer que não será minimamente aceite nem ponderada por quem de direito.

Respeitosamente,

Joaquim Gomes