Três homens a zero

Uma primeira palavra para João Pereira: a vida continua. O jogador errou, já se disse, ele está careca de saber, não vale a pena tentar agora destruir uma das suas maiores qualidades: a capacidade de luta, a entrega ao jogo. Hoje já é outro dia.

Pegando na capacidade de luta, devo também uma palavra a Sá Pinto que, traído pelo seu temperamento, se viu, mais do que envolvido, responsabilizado por esta fase negra dos leões. Mas um homem vale por tudo o que realizou e tivesse agora o Sporting 11 Sás Pintos em campo e tudo seria diferente e bem melhor.

E sigo de Sá Pinto para Liedson, nem de propósito. As declarações do Levezinho no final do 1-4 de Alvalade sobre a motivação dos jogadores foi exemplar. Ele não hesitou em explicar que não precisa que ninguém o motive, ele sente-se hoje tão motivado como ontem e amanhã estará ainda mais. E porquê? Porque é um profissional de enorme qualidade.

Um curto parágrafo a fechar para o verdadeiro energúmeno que aterrou em Alvalade e que anda por aí a colecionar derrotas e postas de pescada. Trata-se de um ser tão rasca como os impropérios que revelam ao país, graças à TV, quem de facto é: um triste, um pequenote, um zero.

Passe Curto, publicado na edição impressa de “Record” de 11 Fevereiro 2010

Partilhar

Os comentários estão fechados.