Trova da renovação da Seleção ficou sem música

Os críticos de Paulo Bento são os mesmos que põem Fernando Santos em dúvida. Mas os quatro longos anos que tiveram de esperar para “acertarem” na saída do antigo selecionador fizeram com que recalibrassem a sua estratégia e refinassem o seu cinismo. O engenheiro foi a melhor solução para a Seleção? Sim, todavia, vejamos como a coisa corre… O costume. Alguns vivem disso há tantos anos que fiquei careca. As reservas, férreas antes dos jogos – porque no fim, quando se ganha, logo se reduzem à aspereza do veludo –,... Leia o resto →

A escolha de Fernando Santos no Portugal eterno

Ecoam os aplausos pela escolha de Fernando Santos para selecionador nacional e multiplicam-se os elogios à sua capacidade, personalidade e currículo. Quero unir-me ao coro que cobre o treinador de mimos: outras figuras do futebol, poucas é certo, teriam o seu perfil e a sua competência, mas melhor pessoa e melhor profissional não se encontraria. O pior é o resto. Junto-me também à meia-dúzia de extraterrestres que ousam levantar reservas à opção da Federação, já que me parece inconcebível que se convide para selecionador um técnico que estará oito jogos... Leia o resto →

…E Paulo Bento saiu de pé

A abrir, uma confissão: através de amigo comum, tornei-me amigo de Paulo Bento. Foi, aliás, das poucas amizades que fiz, fora dos jornais, ao longo do meu percurso. Por isso, sinto dificuldade em avaliar, sem paixão, o desempenho do ex-selecionador, seja como técnico, como comentador ou até como pessoa. Começo por gostar sempre e depois logo se vê. A conversa tranquila de ontem à noite, na RTP Informação, conduzida também num registo sereno, evita-me agora constrangimentos. Tanto Carlos Daniel, um profissional que aprecio porque percebe de futebol e percebe de... Leia o resto →

O próximo mártir

Se disser a alguém que vai morrer, sem adiantar quando (sei lá eu!), tenho 100 por cento de hipóteses de acertar. Ideia estúpida, esta? Sem dúvida, mas igualmente tão burra, oportunista e espertalhona como as críticas absurdas que, durante quatro anos, certos abencerragens da aldeia futebolística fizeram a Paulo Bento, até “acertarem” na sua saída. Críticas envergonhadas e cínicas sempre que levou a água ao moinho – como no Europeu de 2012, em que a Seleção alcançou o 3.º lugar – desabridas e despudoradas quando as coisas correram mal. Aconteceu com... Leia o resto →

Habituemo-nos a uma seleção deste nível

Não vale a pena despedir Paulo Bento e a Seleção com lenços brancos e o grau de exigência desmedida de recentes bons tempos: o que ontem vimos em Aveiro é o nível da “equipa de todos nós” a que teremos de habituar-nos nos próximos meses. Talvez com mais jogos e o regresso de Cristiano Ronaldo a produção futebolística melhore, tem de melhorar, mas mesmo assim precisamos de reaprender a gostar da Seleção. Porque a explicação é simples: deixámos de ter muitos e bons artistas. Não vi falta de atitude na... Leia o resto →

Paulo Bento: o homem para fazer o trabalho

A dificuldade que Bruno Alves teve em levantar-se, no lance do segundo golo dos Estados Unidos, e que permitiu a entrada pouco académica mas vitoriosa de Bradley, exemplificou o drama da equipa de todos nós: condição física de rastos a trair o querer e a vontade de sempre. Depois, na partida com o Gana, ganha com pundonor e aplicação, essa atitude foi mais visível. E bastam as quatro oportunidades flagrantes não concretizadas por Cristiano Ronaldo – e não falhadas porque o guarda-redes também joga e a trave está lá –... Leia o resto →

O futebol é muito traiçoeiro

Se fosse Paulo Bento a fazer o que fez na quarta-feira Del Bosque – aos 63 minutos, já a perder por 2-0 com o Chile e com pé e meio fora do Mundial, para meter Torres precisou de tirar Diego Costa – o que iria para aí na boca e no teclado dos nossos implacáveis comentadores. E, todavia, Del Bosque é o que é: só como treinador, foi duas vezes campeão de Espanha, campeão da Europa e do Mundo, vencedor de duas Champions, de uma Supertaça europeia e de uma... Leia o resto →

Que Cristiano Ronaldo teremos no Mundial?

A cristianodependência de que sofrem os adeptos portugueses acentuou-se particularmente em abril e maio, com a chegada da fatura pela média aproximada de 60 jogos e 60 golos das últimas quatro temporadas no Real Madrid e na Seleção. Nas condições atuais, que rendimento poderá Cristiano Ronaldo atingir no Brasil? Já aqui me referi ao erro do craque – que será extensivo a Carlo Ancelotti e aos médicos do clube merengue – de fazer com que a vontade de jogar e a ânsia de se superar e bater recordes se sobrepusessem... Leia o resto →

O dilema de Paulo Bento

Raul Meireles é hoje o símbolo da resistência dos veteranos na Seleção. Joga no extremo das suas capacidades físicas, tem de parar para recuperar e volta de novo a desafiar os seus limites – é um privilégio para qualquer selecionador poder contar com um jogador assim. Mas Paulo Bento debate-se, a três meses do Mundial, com a prolongada indisponibilidade de vários pesos-pesados, sem os quais todos veremos reduzidas as nossas esperanças num bom desempenho da Seleção. Os casos de Nani e Hélder Postiga são os mais preocupantes, já que ambos... Leia o resto →

Fernando e a Seleção

A controvérsia vem de 1960, quando o central brasileiro Lúcio e o médio sul-africano David Julius (depois Júlio), do Sporting, se naturalizaram e foram chamados à seleção de Portugal. Prossegue hoje a estéril polémica, com a eventualidade do recurso a Fernando, trinco do FC Porto. Também brasileiro – como Celso, Deco, Pepe e Liedson, os senhores que se seguiram – o portista irá beneficiar do estatuto de dupla-nacionalidade e com isso poderá ser uma opção para o Mundial. De um lado da trincheira, os conhecidos “patriotas”, que exigem o produto... Leia o resto →

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