Licensiados e ignurantes (5): e também negligentes

A SIC Notícias levou o sábado e parte do domingo a passar em rodapé: “Presidente eleito da Guatemala impedido de entrar e expulso da Venezuela”. Ao longo de horas, e dias, nenhum responsável mandou emendar a estupidez – de um estagiário ou de algum negligente? – para algo tão simples como: “Presidente eleito da Guatemala impedido de entrar na Venezuela”. Sim, porque não é preciso ser licenciado para se perceber que não pode ser expulso de lado algum quem foi impedido de lá entrar. E chegámos a isto.

Licensiados e ignurantes (4): lendas e dignatários

Na SIC, promove-se há semanas uma rubrica com os melhores futebolistas de sempre, que a voz-off classifica como “lendas ícones”, assim uma espécie de “formosos bonitos” ou “felizes radiantes”, uma patetice tão básica que até arrepia. Já na RTP1, numa edição do “Joker”, apresentado por Vasco Palmeirim – e com Hugo Neves, que foi um excelente jornalista do Record, como concorrente – ouvimos esta semana, também em voz-off, uma referência a “dignatários”, em vez de dignitários. Num concurso de cultura geral e numa estação de suposto serviço público é particularmente... Leia o resto →

Licensiados e ignurantes (3): qualquer coisa serve

Eles andam à solta, é verdade. E o enquadramento mínimo dos jornalistas em início de carreira, se falha durante o ano, em agosto é inexistente. Nesse salve-se quem puder, acabo de ouvir uma daquelas repórteres-mártires que andam de roda dos camionistas a afirmar, na SICN, que “a ANTRAM faltou à reunião” de hoje com os sindicatos… Pouco lhe interessa saber ou não sabe de facto – porque a preparação para o trabalho é zero – que não havia qualquer reunião marcada. A falta de rigor, o qualquer coisa serve, colocou-a... Leia o resto →

Licensiados e ignurantes (2): houveram icónes e cidadões

Com diferença de minutos: na TVI, um antigo diretor de um jornal diário diz que “houveram” boas indicações, na SIC Notícias, uma pivô lançada às feras no verão lê um título onde se lê “Ícones” e diz “icÓnes”, e na CMTV, o que me doeu mais, um repórter veterano daqueles que nunca aprendem fala-nos em “cidadões”. Deixem-me ver se me arrecupero.

 
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