O futebol coletivo é uma chatice

Esta história do futebol ferozmente coletivo é uma chatice. Em especial, havendo equipas que tendo individualidades competentes para fazer a diferença as obrigam a pôr de parte o talento para se dedicarem a tarefas defensivas. Dois empates a zero consecutivos, com dois campeões do Mundo, avaliam positivamente esse desempenho menos vistoso da Seleção, mas deixam-nos na boca com um sabor a pouco. Dispor de Cristiano e de geniozinhos como Bernardo, Félix, Fernandes, Diogo Jota ou Trincão, sem que em três horas se veja um lance de autor que nos levante... Leia o resto →

Nunca tantos e tão bons, engenheiro

Com seis golos, seis, marcados pelo Tottenham em Old Trafford pela primeira vez na história – e após a eliminação do Chelsea da Taça da Liga e de outra goleada com que se apurou para a Liga Europa – José Mourinho consegue, finalmente, confirmar que tem uma equipa capaz de discutir a Premier. E a subida de patamar competitivo dos “spurs” torna o campeonato inglês ainda mais emocionante. Até porque também o Everton, de Carlo Ancelotti, parece ter dado o salto de qualidade para o lote dos candidatos ao título.... Leia o resto →

Uma grande exibição da Seleção

Só alguém com os olhos raiados de sangue poderia considerar que a concludente vitória da Seleção sobre a congénere croata se teria ficado a dever à menor valia do adversário. O que aconteceu foi que a equipa de todos nós desenvolveu uma ação tão pressionante, em especial na primeira parte, que não deixou aos eslavos outra hipótese do que tentar evitar uma hecatombe – o que teria sucedido se os ferros não substituíssem o guarda-redes Livakovic. Ao juntar a técnica excecional de João Cancelo, Rafael Guerreiro, Bruno Fernandes, Bernardo Silva... Leia o resto →

Só o caminho das pedras pode salvar o Sporting

Nem que seja preciso percorrer “o caminho das pedras” – é o conselho sábio do antigo presidente do Sporting, José Roquete. O apelo à paciência, ou à falta dela, dos adeptos leoninos, por parte de um dos nomes históricos do clube – que sublinha ainda ser a turbulência “a pior coisa” que pode acontecer em Alvalade – cairá, desgraçadamente, em saco roto. Porque a recuperação da instituição só conseguiria fazer-se com uma liderança forte e esta não existirá sem os resultados positivos da principal equipa de futebol. Resultados esses difíceis... Leia o resto →

Os dois golpes de asa do engenheiro

Mal se conheceu o onze de Portugal, logo se fizeram ouvir reticências às duas alterações promovidas por Fernando Santos. Se desse para o torto, a melhor carpideira é a que pega primeiro ao serviço… Houve, por exemplo, quem dissesse que para o lugar de João Félix o engenheiro tosco devia ter optado por Rafa e não por Gonçalo Guedes. A justificação para a escolha, que podia ter sido e não foi, era antológica: porque Rafa daria maior velocidade à equipa! De facto, um dos piores defeitos de Guedes é a... Leia o resto →

Que não se repitam hoje os erros de sexta-feira!

O esgoto das redes sociais agitou-se com o empate de sexta-feira da Seleção e prepara-se para nova descarga intestinal esta noite, se lho permitirem. Não creio que isso aconteça. A exibição frente à Ucrânia foi, de facto, dececionante. E se não faltou empenho, transbordou sobranceria: mais minuto, menos minuto, a bola acabaria por entrar. O excesso de confiança, velha pecha das grandes equipas, tem vindo a ser cultivado por profissionais da escrita e comentadores de TV fiéis ao politicamente correto, que incensam os jogadores como se deles dependesse a vida.... Leia o resto →

Fernando Santos: o engenheiro geracional

Uma palavra de apreço é devida à Seleção e ao notável trabalho de renovação protagonizado por Fernando Santos. Disputar duas partidas fora e ganhá-las com clareza sem ter, no grupo de 25, jogadores da qualidade de Ricardo Quaresma, João Moutinho, Anthony Lopes, Rafael Guerreiro, Manuel Fernandes, Bruno Alves, Gonçalo Guedes, André Gomes, Ricardo Pereira ou Gelson Martins, para nem sequer valorizar a ausência de Cristiano Ronaldo – e só nesta “short list” são 11 os “excluídos” – é proeza tanto maior quanto, ao contrário do que muitas vezes sucede, a... Leia o resto →

Da exibição da Seleção em Andorra ao génio de Bryan Ruiz

Está calor. O Benfica procura um central, como se não soubéssemos já a falta que ele fazia, o Sporting tem os pontas de lança condicionados, e são nada menos de três – metendo Alan Ruiz no saco – e o FC Porto, em êxtase, lambe ao sol as feridas cicatrizadas. Pelo Minho, o Sp. Braga e Abel parecem ter conseguido estabilizar a equipa, ao contrário do V. Guimarães, onde os sócios se viram ao presidente e o bruxo de Fafe lidera a amostragem de lenços brancos a Pedro Martins. É... Leia o resto →

Os gremlins andam doidos nas redes sociais

A altura é má, vivemos desesperados com a tragédia de Pedrógão, é como se cada um de nós tivesse lá perdido alguém: e todos perdemos, essa é a verdade. Só nas redes sociais, em especial no Twitter – que é por onde navego em dias de jogos importantes – nada parece travar os maluquinhos. Ia a escrever incendiários mas não há de momento pior palavra. Alfaces. Podiam ter aprendido com a frustração que tiveram no Europeu, quando as críticas implacáveis aos jogadores e ao selecionador esbarraram na conquista do título... Leia o resto →

E Bernardo Silva joga quando?

Quando Fernando Santos foi escolhido para selecionador nacional, alguns doutos opinadores embandeiraram em arco: ele era o homem indicado para o que diziam ir ser “a renovação da Seleção”. O certo é que só fomos campeões da Europa graças à inteligência do engenheiro, à sua prudência e ponderação, e ao acerto das suas escolhas, convocando jogadores jovens mas constituindo a base da equipa com futebolistas maduros, que deram aos mais novos o enquadramento indispensável. Sem Pepe, Ricardo Carvalho, José Fonte, Bruno Alves, Moutinho ou Quaresma, e sempre Cristiano – que é... Leia o resto →

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