Por que comem bacon e salsichas os portugueses quando estão de férias?

Nas férias, li com prazer e preocupação crescente dois livros que tinha em atraso: “A vida secreta dos intestinos”, da gastroenterologista alemã Giulia Enders, lançado em Portugal em 2015, e “A alimentação cura tudo”, do mediático dr. Mehmet Oz, que adquiri em 2018. Sim, sou daqueles que compram livros. Curiosamente, partilhei um “buffet” de hotel com turistas que tudo fizeram para me horrorizar com opções gastronómicas tanto mais assustadoras quanto mais ia avançando na leitura. Porque será que os portugueses quando estão de férias seguem as escolhas suicidas dos estrangeiros... Leia o resto →

Figueira da Foz

Estou de férias e não vejo TV, pelo que opto por uma reflexão sobre a nossa vida política, atividade condicionada pela capacidade – ou ausência dela – com que os protagonistas tentam dominar o monstro que é a televisão, que projeta uns e remete outros para o armário dos fracassos. A forma como António Costa desfila pelos palcos nacionais e estrangeiros, o à vontade com que enfrenta as câmaras e o gozo com que deve olhar para os números das sondagens, resulta muito dos bons ventos que sopram para a... Leia o resto →

O martírio da TVI não acaba

O falhanço de “Like me” e a falta de um plano B obrigou a TVI a novo remendo na programação, “esticando” para quase quatro horas (!) o “A tarde é sua”. E faz pena ver o esforço de Fátima Lopes para conseguir tirar alguma coisa de um pastelão que se arrasta penosamente – registou, na última terça-feira, um “share” baixíssimo: 8,6%, com uma audiência média de 195 mil espetadores. Não há muito, a apresentadora da TVI discutia com Júlia Pinheiro a liderança da hora do chá e agora, no mesmo... Leia o resto →

Tivesse Rui Rio esse dom…

Durante décadas, veremos como será em outubro, o sucesso do PSD resultou muito de um fator cultural: a sua ligação às nossas raízes. Porque mesmo vivendo nas grandes cidades, haverá poucos portugueses cujas origens, recentes ou mais remotas, não estejam no interior do país, naquilo a que noutros tempos se designava por “província”. É dessa associação ao Portugal profundo, ao cheiro da terra, que resulta o êxito de “Quem quer namorar com o agricultor?”: ainda que a segunda série seja pior que a primeira, isso não afasta os espectadores do... Leia o resto →

Golpe de talento e algum amadorismo

No episódio inicial de “Golpe de sorte”, na SIC, temi o pior, quando, no espaço de carga de uma camioneta, uma mulher deu à luz, de pernas voltadas para a parte aberta da caixa e para quem assistia na rua… As realizações portuguesas sofrem dessa pecha: adaptam o que deviam ser exigências à comodidade da produção, em vez de procurarem reduzir ao mínimo as situações inverosímeis. Outro exemplo cruel: na sociedade recreativa de Alvorinha, cheia de gente a meio da manhã – como se não houvesse mais televisores na terra... Leia o resto →

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