Antena paranóica: o enfarte e o génio

Durante anos, as novelas portuguesas, com histórias dirigidas às preferências do público e com atores bem escolhidos, venceram as brasileiras na guerra da popularidade. Não era preciso muito, bastava juntar alguns intérpretes seniores – retirados da agência Sempre os Mesmos – e ex-modelos com boa figura e capazes de dizer uma frase sem se engasgarem. Essa gente, oriunda de um “mundo da moda” decadente e incapaz de a alimentar, representava sem ter escola e era apenas admirada pelo palminho de cara. Armavam-se em comediantes mas não passavam de manequins reciclados,... Leia o resto →

Os palavrões estão na moda

De espíritos sensíveis ou de pessoas apenas educadas são provenientes os protestos nas redes sociais por causa do sujo palavreado da “famosa” Fanny, regressada à “Casa dos Segredos” como boa filha que é. Curiosa a origem da “revolta”: ela nasce logo nos micro-sites conhecidos pelo uso desbragado do verbo e onde ainda há dias uma chusma de destemperados aproveitava o internamento hospitalar de Mário Soares para o insultar da forma mais cobarde e mais miserável. Em matéria de javardice, há na redação de Record uma boa dezena de jornalistas especializados.... Leia o resto →

Adeus Praça da Alegria, nunca mais serás a mesma

A nova grelha da RTP será muito virtuosa mas retira da “Praça da Alegria” uma das mais talentosas e credíveis duplas da televisão nacional: Sónia Araújo e Jorge Gabriel, exilados para um insosso programa de fim-de-semana. Para o lugar de Sónia, ainda houve bom senso na escolha, uma vez que Tânia Ribas de Oliveira tem vindo a apurar, nos últimos anos, a capacidade de comunicação que já a distinguia quando a sua intervenção se limitava a pequenos apontamentos. E a empatia que estabelece com o público é notável. Bem menos... Leia o resto →

A vontade “dos portugueses” ou talvez não

Já aqui referi a ilusão que são as chamadas de valor acrescentado, geridas por um operador que cativa parte da receita e por um cliente que recebe a outra parte, a maior, e que apresenta depois os resultados que mais lhe convierem. A inexistência de regulador, ou seja de um validador independente que garanta a fidelidade ao desejo de quem “vota” por telefone, deixa-nos em situação que permite todas as dúvidas. A TVI assenta a mecânica da “Casa dos Segredos” – incluindo a decisão sobre o respetivo vencedor – naquilo... Leia o resto →

Antena paranóica: António Fagundes é sublime em “Gabriela”

Vi a primeira versão de “Gabriela”, em 1975, de princípio a fim. Estávamos no tempo em que o país ainda parava por alguma coisa e papéis como os de Nacib, Maria Machadão, Tonico Bastos, coronel Melke ou Mundinho, interpretados por actores geniais – e permito-me distinguir, entre todos, o lendário Paulo Gracindo na pele do coronel Ramiro Bastos –, deixaram-nos uma marca para a vida. Mas não vale a pena voltar ao passado porque esta “Gabriela” nada deve à anterior. Ary Fontoura e José Wilker são repetentes de luxo, naturalmente... Leia o resto →

Antena paranóica: lamúrias da crise

Perdida a tradição das verdadeiras reportagens – por falta de vontade, recursos e retribuição em audiências – os canais de TV dedicam-se aos trabalhinhos sazonais. E com o Natal por perto multiplicam-se as entrevistas de rua, com pessoas a dizer o que lhes vem à cabeça e os comerciantes a repetirem a lengalenga de há 30 anos: não se vende nada de jeito, isto está uma desgraça. Aos temas de ocasião, como o Carnaval ou a Páscoa, as férias ou o regresso às aulas, as eleições ou o aumento dos... Leia o resto →

Antena paranóica: o beijo da morte

O PSD vive o que é talvez o momento mais delicado da sua história. Apostado em salvar-nos da bancarrota, corre o risco de nos deixar “todos mortos”, para utilizar uma expressão de Manuela Ferreira Leite, a voz no deserto que, ao longo de anos, gritou aos surdos que existia o problema da dívida. Mas os sociais-democratas têm mais com que se preocupar, pois nem no tempo que se seguiu à derrocada da AD as clivagens no seu interior foram, como hoje, tão profundas. As críticas ao Governo, vindas de “gente... Leia o resto →

Resposta da maioria deu vitória do Banco Alimentar sobre os anormais

Os jornalistas tomam por vezes a nuvem por Juno e dão aos pormenores a importância apenas devida ao essencial. Esta semana, canais de TV e jornais salientaram o êxito do Banco Alimentar, uma nova recolha de géneros que a grandeza dos portugueses fez, em tempo de crise, com que atingisse quase as 3 mil toneladas. Mas à boa notícia não faltou quem acrescentasse “apesar das declarações de Isabel Jonet”, recordando, a despropósito, uma entrevista em que a “alma” do BA afirmou que precisávamos de mudar de hábitos e de comer... Leia o resto →

Antena paranóica: uma escolha do diabo

A entrevista do primeiro-ministro à TVI confirmou o que se sabe: temos, em determinação ou teimosia, um perfeito sucessor de Sócrates. Podem alguns comentadores achar que Passos Coelho não é um bom comunicador ou até que se dá mal com a gramática, ao utilizar certas expressões menos pensadas ou infelizes, mas a verdade é que a imagem que passou foi a de um homem que sabe para onde vai – seja para a salvação ou para o abismo. A escolha de S. Bento retirou aos entrevistadores a vantagem do factor... Leia o resto →

Antena paranóica: Vítor Gaspar não engana

As imagens televisivas são a melhor forma de marketing. É com elas que José Rodrigues dos Santos alavanca a venda dos seus livros, que atinge números inalcançáveis para qualquer príncipe da escrita que fosse apenas um zé ninguém. Se baixarmos a fasquia, encontramos os “famosos”, conhecidos por nada saberem e de nada entenderem, mas reconhecidos na rua pelas tristes figuras que a TV nos mostra, a serem recebidos nos programas da manhã e da tarde por um público que a produção manda levantar para aplaudir os zeros de pé. Ao... Leia o resto →

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