O ecletismo que liquidou uma carreira

Como aqui referi, o advento da bola de cauchu, que trouxe consigo a popularidade de outros modelos de borracha, marcou o fim da velha “trapeira”. Em Canas de Senhorim, em 1956 ou talvez 1957, o padre Domingos, entusiasmado pelo talento futebolístico de alguns miúdos da catequese, resolveu adquirir uma bola a sério e pô-los a competir no campo da Urgeiriça. Eram 11 contra 11 e ganhava sempre a equipa do António “Míscaro”, um geniozinho que fazia a cabeça em água aos defesas calmeirões como eu ou o Armando – saudades... Leia o resto →

Crónica do tempo em que o abade era o dono da bola

Nos anos 50, Portugal era outra coisa, e já pouco, muito pouco resta desse país pobre e atrasado. No interior, a modéstia dos recursos era total. Recordo particularmente o interesse dos miúdos nas famosas coleções de fotografias de jogadores de futebol, uns cromos de papel barato enrolados em rebuçados da pior qualidade e que depois se colavam numa caderneta com o miolo de batata assada a fazer de cola. A concorrência era enorme porque só um felizardo completaria a coleção – havia apenas uma foto de determinado jogador, designada como... Leia o resto →

Há 60 anos num outro Portugal

Passaram seis décadas sobre os meus primeiros anos de escola, o Mundo girou milhares de vezes sobre si próprio, Portugal é outro, aliás, em 60 anos não tem parado de mudar. Percorri há dias de novo os quase 300 quilómetros que me separam de Canas de Senhorim – fiz em duas horas e meia o que então demorava dez –, fotografei-me com a minha filha Maria João à porta do velho edifício da primária onde tantos estalos e reguadas levámos – eu e muitos outros companheiros de desdita no inferno... Leia o resto →

Praia de Mira, bandeira azul… e a aventura que ficou para trás

A Praia de Mira foi há dias distinguida pela Foundation for Environmental Education (FEE) com a Bandeira Azul, sendo a única praia portuguesa a receber o galardão em 30 anos consecutivos – desde 1987, quando foi criada a distinção internacional que atesta a qualidade da gestão e educação ambiental, da água balnear, dos serviços, informação e segurança. Lembrei-me então da primeira vez que estive nas areias de Mira, no Verão de 1961, quando uma excursão (!) organizada pela paróquia de Canas de Senhorim levou três dezenas de jovens da vila... Leia o resto →

Dossier has been – a outra equipa de Canas de Senhorim

O meu amigo e companheiro de escola, em Canas de Senhorim, Amadeu Soeiro, enviou-me a foto (infelizmente uma fotocópia…) da equipa que defrontou aquela em que alinhei, e que republico abaixo, no campo de futebol da Urgeiriça, em… 1956 ou 1957 (ver post de 22 de março 2010). Para não ficar atrás do Armando, que identificou a malta que está na foto abaixo, o Amadeu conseguiu igualmente descobrir o nome da maioria dos jogadores. Alguns deixaram Canas e perdeu-se-lhes o rasto… Ora vejamos, em cima: o primeiro em pé não está identificado,... Leia o resto →

Dossier has been: Foi há 55 anos que este onze brilhou

  Pois é, passaram quase seis (!) décadas sobre aquela tarde de domingo em que o meu tio António Maria me levou ao Campo das Amoreiras, em Lisboa, para ver o “seu” Benfica, comigo empoleirado nas costas dele. Foi o primeiro jogo a que assisti, antes de o meu pai me “desviar” (e de vez) para as Salésias e para os golos de Matateu. Mais tarde, corria o ano de 1954, iniciei-me nas peladinhas diárias, com bolas de trapos, no terreno da antiga feira de Canas de Senhorim, e nos anos seguintes, já com... Leia o resto →

 
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