Novembro negro ataca outra vez

O acidente de aviação de hoje que vitimou, na Colômbia, quase toda a equipa brasileira de futebol do Chapecoense, traz-me à memória outra queda de avião, aquela que no doloroso dia 24 de novembro de 2006 – fez agora 10 anos – na Patagónia, matou dois dos nossos jovens camaradas de redação do Record: César de Oliveira e André Romeiras, cujas famílias daqui saúdo com emoção. Mas faz-me também recordar mais dois acidentes de aviação, de que o meu pai muito me falava e que o marcaram: o que dizimou a equipa italiana... Leia o resto →

Seis nomes

Foi um fim de semana pródigo em proezas e fracassos, surpresas e confirmações. Escolho, quase ao acaso, seis dos muitos protagonistas. Rui Vitória. Continua a contrariar todos os maus agouros com que há um ano o mimoseámos. A afirmação plena de Pizzi, a explosão de André Horta e a recuperação de Gonçalo Guedes aí estão, logo a abrir a época, como prova de fogo. Adrien. Mais um excelente desempenho, com o Marítimo, no seguimento do grande Europeu que realizou. Não há propostas para sair de Alvalade simplesmente porque nada tem... Leia o resto →

Um intruso chamado Benfica

Não adianta procurar outros responsáveis pela excelente época do Benfica, campeão nacional e finalista da Liga Europa e das taças de Portugal e da Liga. Eles são os mesmos que, há precisamente um ano, falharam o título por causa de um golo fortuito e não conseguiram conquistar, mesmo sobre a meta, nenhuma daquelas três taças que é possível ganhar apenas num mês, o de maio – e recorde-se que os encarnados há uma década que não erguem o troféu no Jamor. Hoje, hossanas ecoam de todos os cantos e até... Leia o resto →

Cardozo não partirá…

Com a marcação de duas grandes penalidades caídas do céu, em 15 minutos apenas, Cardozo colocou fim numa seca de golos que durava há cinco meses. Uma tortura para um avançado que foi, já por duas ocasiões, o melhor marcador do nosso campeonato e até, há quatro anos, o concretizador maior da Liga Europa. Aproxima-se agora aquela altura da época, de todas as últimas épocas, aliás, em que não faltarão, na comunicação social, certezas e boatos, manchetes e contra-manchetes com a eventual transferência do ponta-de-lança, cada vez mais não direi... Leia o resto →

Um comandante e quatro treinadores

1. Cinco anos depois de ter recebido a primeira Bola de Ouro, é extraordinária a evolução social de Cristiano Ronaldo. Não dou como exemplo apenas o facto de Cavaco Silva ter passado de “você” a “excelência”, mas o comportamento global do “comandante”, que vai desde a sensatez das declarações aos projetos solidários em que se envolve. Nesse caminho, teremos de dar crédito ao papel de Jorge Mendes, o gestor de carreira que faltou a Eusébio. 2. Tenho admiração por Paulo Fonseca, pela coragem em assumir o leme de um barco de navegação... Leia o resto →

Jesus já não pode nascer dez vezes

Há meia dúzia de anos, chegava Jorge Jesus a Braga, após duas excelentes épocas no Belenenses, um atual dirigente do Benfica confidenciou a um amigo comum que só não defendeu a sua contratação porque, dizia, “o Benfica não pode ter um treinador que não sabe falar”. Não tardou muito a que a necessidade derrotasse a “sensibilidade auditiva” e o técnico fosse chamado aos serviços de urgência. Se é verdade que Jesus, com o traquejo que ganhou, se expressa hoje melhor, é também certo que o domínio da palavra continua a... Leia o resto →

 
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