Parques de merendas, preparai-vos!

Ao levantar a hipótese de reinício do ano letivo a 4 de maio, António Costa abriu a janela da utopia aos que, a cada dia, adiantam novas datas para o recomeço dos campeonatos. Ou para o seu fim, como fez Aleksander Čeferin, líder da UEFA, ao indicar o fecho da época para 3 de agosto. Mas o primeiro-ministro carrega o peso de uma tragédia que acabará com a sua carreira política se dela não sair como o estadista que aguentou o pior momento do país desde a guerra colonial. E... Leia o resto →

Quatro homens no mar

Nada como as tempestades para revelar os marinheiros. E ao enfrentar esta epidemia, aprecie-se ou não a personalidade, António Costa está a ser um timoneiro à altura. Criticada sem freio nas redes sociais, a entrevista que deu a Cristina Ferreira – dirigida ao “target” do programa, que em boa parte só ali recebe aquele tipo de informação – não podia ter sido mais oportuna. Outra mão firme a dobrar o Cabo das Tormentas é a de Rui Rio, um político sério que sabe que chegará o tempo de voltar à... Leia o resto →

Fechados em casa

Aquela fauna das redes sociais que tenta, com desespero, demonstrar a incapacidade de António Costa no meio da tragédia – agarrando-se às falhas do SNS, inevitáveis numa fase de extrema conturbação – ficou KO com o resultado do inquérito revelado esta semana, no qual três em quatro inquiridos aprovam o trabalho do primeiro-ministro. A validação de Costa muito deve à ação da Direção Geral da Saúde – igualmente com nota bem positiva no escrutínio – e ao poder de comunicação de Graça Freitas, a mulher olhada de soslaio quando substituiu... Leia o resto →

António Costa em passeio na TVI

A entrevista do chefe do Governo à TVI foi marcada pelo amadorismo – ou algum comprometimento, vá lá saber-se – do painel que fez as perguntas, numa onda cor de rosa que, não tendo sido preparada, parecia. Mais preocupada em brilhar inter pares do que em “entalar” o primeiro-ministro, a perguntadora sobre Educação – “professora profissionalizada” (!) – debitou o rol de queixas habituais da classe contra o Executivo. E António Costa embrulhou-a com o discurso do descongelamento de carreiras, apagando-se pelo meio a questão que exigia uma resposta direta:... Leia o resto →

Este estranho mês de agosto

Apareceu uma chuvinha, os fogos entraram em férias e todas as atenções mediáticas se concentraram na greve dos camionistas. Animado pelo descanso triunfalista do ministro Cabrita, António Costa foi à janela e meteu a mão de fora: cai uma água, sim, mas não só. Especialista em clima social e conhecedor do poder da televisão para pôr o país em polvorosa ou para o libertar de pesadelos, o primeiro-ministro percebeu que estávamos maduros para aceitar uma posição dura. E mal a TVI publicou a reportagem que deixou a nu o passado... Leia o resto →

A teia dos negócios familiares dá sempre asneira

Tivemos uma semana televisiva preenchida com os jogos florais das golas antifumo inflamáveis – ou apenas perfuráveis, uma doçura – dominados por desculpas esfarrapadas e trocas de acusações. E pelo escândalo da voraz teia de ligações familiares que vai zelando pela prosperidade dos novos donos disto tudo. São novos e também velhos. Aliás, os novos são muitas vezes os velhos que ressurgem nas pessoas de filhos e netos, tios, sobrinhos e primos em graus diversos. E não vale a pena abrir a boca de espanto ou ficar chocado com negociatas... Leia o resto →

Figueira da Foz

Estou de férias e não vejo TV, pelo que opto por uma reflexão sobre a nossa vida política, atividade condicionada pela capacidade – ou ausência dela – com que os protagonistas tentam dominar o monstro que é a televisão, que projeta uns e remete outros para o armário dos fracassos. A forma como António Costa desfila pelos palcos nacionais e estrangeiros, o à vontade com que enfrenta as câmaras e o gozo com que deve olhar para os números das sondagens, resulta muito dos bons ventos que sopram para a... Leia o resto →

A vida Costa

A última sondagem sobre as eleições europeias dava o PS só 5% à frente do PSD. Se isso resulta muito da má aposta dos socialistas – Pedro Marques tem uma imagem que não “passa” – é também consequência do desgaste a que está submetido António Costa e de que a televisão é palco diário. Referi aqui a sequência imparável de greves e manifestações, e de protestos pela degradação dos serviços públicos, que prometem continuar a abrir telejornais. Entretanto, rebentou a bolha das relações familiares na área governativa – a TVI... Leia o resto →

Obrigado, Cristina!

António Costa somou pontos – e intenções de voto – com um desempenho profissional no “Programa da Cristina”, que na terça-feira terminou com mais de um milhão de espectadores. Como é hábito, o primeiro-ministro utilizou a capacidade de ser ou parecer ser genuíno e mostrou-se tão à vontade a responder a questões de política como a preparar a caldeirada – tarefa “improvisada” que estudou ao pormenor, como se percebeu quando não deixou passar uma incomodidade que saltava à vista: os tomates não estavam lavados… Costa aproveitou também eficazmente a presença... Leia o resto →

Televisão cerca António Costa

Na TVI, “Gente que não sabe estar”, de Ricardo Araújo Pereira, sublinha, como cabe a um programa de humor, as contradições, os absurdos e os erros dos poderosos. É um reforço natural para a oposição – menos alvejada pelas críticas por ser menos protagonista – e que vem juntar-se, no suplício do Governo, a “Deus e o Diabo”, de José Eduardo Moniz, na estação de Queluz, e “A procuradora”, de Manuela Moura Guedes, na SIC. São três pilares relevantes no desgaste a que se sujeita António Costa, como se não... Leia o resto →

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