Este estranho mês de agosto

Apareceu uma chuvinha, os fogos entraram em férias e todas as atenções mediáticas se concentraram na greve dos camionistas. Animado pelo descanso triunfalista do ministro Cabrita, António Costa foi à janela e meteu a mão de fora: cai uma água, sim, mas não só. Especialista em clima social e conhecedor do poder da televisão para pôr o país em polvorosa ou para o libertar de pesadelos, o primeiro-ministro percebeu que estávamos maduros para aceitar uma posição dura. E mal a TVI publicou a reportagem que deixou a nu o passado... Leia o resto →

A teia dos negócios familiares dá sempre asneira

Tivemos uma semana televisiva preenchida com os jogos florais das golas antifumo inflamáveis – ou apenas perfuráveis, uma doçura – dominados por desculpas esfarrapadas e trocas de acusações. E pelo escândalo da voraz teia de ligações familiares que vai zelando pela prosperidade dos novos donos disto tudo. São novos e também velhos. Aliás, os novos são muitas vezes os velhos que ressurgem nas pessoas de filhos e netos, tios, sobrinhos e primos em graus diversos. E não vale a pena abrir a boca de espanto ou ficar chocado com negociatas... Leia o resto →

Vamos continuar a arder

Chegaram com atraso mas chegaram, de braço dado com o calor intenso – numa união que fragiliza a tese do fogo posto – e para alívio dos alinhamentos noticiosos, que assim se libertaram das reportagens de coisa nenhuma: de férias ou pontes, de sol baço ou falta de chuva, de combustível que sobe mais do que desce. Sim, temos os incêndios connosco e já uma certeza: do que ainda restava verde pouco sobrará este ano. O inefável ministro Cabrita, cuja aparição nos assombra quase tanto como as chamas, vende uma... Leia o resto →

O murmúrio de Cristina Ferreira

Criticada pela gritaria, Cristina Ferreira encontrou, com essa caraterística, a sua praia. Fosse ela diferente e menor seria o seu sucesso. Goste-se ou não, criou um estilo que agrada a muita gente, embora não à maioria – um mito urbano. Trata-se, aliás, de caso semelhante ao de Passos Coelho, que ganhou as eleições de 2015, não conseguindo seduzir 60 por cento dos eleitores. Vejamos as audiências médias da manhã de quarta-feira: “O programa da Cristina”, da SIC, teve 344 mil espectadores, o “Você na TV!”, da TVI, 240 mil, e... Leia o resto →

Por que comem bacon e salsichas os portugueses quando estão de férias?

Nas férias, li com prazer e preocupação crescente dois livros que tinha em atraso: “A vida secreta dos intestinos”, da gastroenterologista alemã Giulia Enders, lançado em Portugal em 2015, e “A alimentação cura tudo”, do mediático dr. Mehmet Oz, que adquiri em 2018. Sim, sou daqueles que compram livros. Curiosamente, partilhei um “buffet” de hotel com turistas que tudo fizeram para me horrorizar com opções gastronómicas tanto mais assustadoras quanto mais ia avançando na leitura. Porque será que os portugueses quando estão de férias seguem as escolhas suicidas dos estrangeiros... Leia o resto →

Figueira da Foz

Estou de férias e não vejo TV, pelo que opto por uma reflexão sobre a nossa vida política, atividade condicionada pela capacidade – ou ausência dela – com que os protagonistas tentam dominar o monstro que é a televisão, que projeta uns e remete outros para o armário dos fracassos. A forma como António Costa desfila pelos palcos nacionais e estrangeiros, o à vontade com que enfrenta as câmaras e o gozo com que deve olhar para os números das sondagens, resulta muito dos bons ventos que sopram para a... Leia o resto →

O martírio da TVI não acaba

O falhanço de “Like me” e a falta de um plano B obrigou a TVI a novo remendo na programação, “esticando” para quase quatro horas (!) o “A tarde é sua”. E faz pena ver o esforço de Fátima Lopes para conseguir tirar alguma coisa de um pastelão que se arrasta penosamente – registou, na última terça-feira, um “share” baixíssimo: 8,6%, com uma audiência média de 195 mil espetadores. Não há muito, a apresentadora da TVI discutia com Júlia Pinheiro a liderança da hora do chá e agora, no mesmo... Leia o resto →

Tivesse Rui Rio esse dom…

Durante décadas, veremos como será em outubro, o sucesso do PSD resultou muito de um fator cultural: a sua ligação às nossas raízes. Porque mesmo vivendo nas grandes cidades, haverá poucos portugueses cujas origens, recentes ou mais remotas, não estejam no interior do país, naquilo a que noutros tempos se designava por “província”. É dessa associação ao Portugal profundo, ao cheiro da terra, que resulta o êxito de “Quem quer namorar com o agricultor?”: ainda que a segunda série seja pior que a primeira, isso não afasta os espectadores do... Leia o resto →

Golpe de talento e algum amadorismo

No episódio inicial de “Golpe de sorte”, na SIC, temi o pior, quando, no espaço de carga de uma camioneta, uma mulher deu à luz, de pernas voltadas para a parte aberta da caixa e para quem assistia na rua… As realizações portuguesas sofrem dessa pecha: adaptam o que deviam ser exigências à comodidade da produção, em vez de procurarem reduzir ao mínimo as situações inverosímeis. Outro exemplo cruel: na sociedade recreativa de Alvorinha, cheia de gente a meio da manhã – como se não houvesse mais televisores na terra... Leia o resto →

Ruben Rua: a “capacidade zero” de José Castelo Branco

De vez em quando, a RTP brinda-nos com momentos de felicidade. Como aconteceu na quarta-feira, com o “direto” do Portugal-Suíça, que levou o canal do Estado à liderança do dia, graças ao “empurrão” de uma audiência média de 2,3 milhões de espectadores e um share de 52,9%, que atingiu os 59,3% após Cristiano Ronaldo ter marcado o segundo golo – e logo o terceiro. Além de permitir acompanhar mais uma proeza do melhor futebolista-competidor do Planeta – Messi é mais jogador-artista – a RTP prestou ao País outro serviço: fez... Leia o resto →

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