Sete anos no mar alto

 

Entro hoje, com o António Magalhães, no oitavo ano na direção de Record. E aproveito a altura, como sempre faço, para uma breve reflexão sobre o que tem sido a nossa gestão – e os resultados apresentados ao acionista – em particular o que aconteceu no último ano.

Já mal recordo o dia da chegada e as expetativas criadas por um novo projeto com novos companheiros. A imprensa atravessa tempestuoso mar alto sem saber se a espera porto bonançoso ou o precipício profundo onde os primeiros descobridores temiam cair se a Terra não fosse realmente redonda.

Não vale a pena ficar a olhar para trás quando dobramos hoje, e sujeitos a pressões tão duras, uma esquina da história da comunicação social. A intensidade de um desafio em que podemos perecer – e arrastar outros, e outras famílias, na nossa queda – é de tal ordem que só podemos olhar em frente na tentativa de antecipar o que vai acontecer.

Longe está já 2005, quando Record obteve o melhor EBITDA da sua história. Mais perto temos, afinal, 2009, ano em que o nosso título alcançou o maior número de leitores diários de sempre: 859 mil. Mas essa contemplação de êxitos alcançados não nos garante o presente e muito menos o futuro.

Daí que a nossa ação, estando muito focada na gestão e nos resultados, incida particularmente no rigor da informação e na forma como a comunicamos, na qualidade dos colunistas e na especialização dos jornalistas, na criatividade coletiva e na necessidade de termos sempre presente que só esforçando-nos mais poderemos alimentar a pretensão de sermos os melhores.

Estaremos a consegui-lo? São os leitores que preferem o Record, ou o rejeitam, a dar-nos, todos os dias, esse veredito – e a lição que dele humildemente retiramos.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 20 Fevereiro 2010

 

Domingo, 21 Fevereiro
• 7:43 – Utilizador Registado
O Record tem sido a minha formação em Português “NO ULTRAMAR”, pois nunca vivi em Portugal apesar de o viver dia a dia (mas que paradoxo, meu Deus). Obrigado por tudo. É sem duvida um grande jornal. Votos dos maiores sucessos e progresso. Nelson Paixão.
Sábado, 20 Fevereiro
• 20:02 – Márcio Guerra
Não se compreende que tanta coisa dita possa ser tida como notícia. Bom, não só sobre o Benfica, mas sobre todos, sendo que, como é sabido, o Benfica dá de comer, efectivamente, a muita gente. Não sei se é da consciência das pessoas ou não, mas dizer algo, 60 dias ou mais, depois, isso acontecer, e dizer-se que é notícia porque foi alvitrado juntamente com mais 50 coisas. Se eu disser que tudo vai acontecer a algo ou alguém acerto de certeza. Custa-me, tenho pena, pois credibilidade não é isso!
• 19:59 – Márcio Guerra
Primeiro que tudo, parabéns. É o jornal mais comprado por mim, se bem que hoje em dia quase não compre nenhum outro e este é pontual a compra, promoções e afins. No entanto, para além do factor económico devo dizer que, se saudei a presença de Alexandre Pais na direcção, hoje em dia, depois destes anos todos, realmente, não sei se acho o mesmo que noutros tempos, particularmente por achar que «fazer notícias», particularmente do meu clube, o Benfica, não é ser isento. Não se compreende (cont)
• 13:24 – joao
Parabéns pelas mudanças operadas. Leitores como eu, só lia A BOLA, Mundo Desportivo, depois o JOGO, hoje so leio o RECORD e por vezes outro dos dois que mencionei. Hoje RECORD permitindo discussoes Clubisticas, nao ofensivas, está excelente. Parabens e continuem.

 

 

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