Rogério, o Pipi, esteve aqui

O antigo jogador, então com 88 anos, com o diretor de Record, Alexandre Pais, e os adjuntos Nuno Farinha e António Magalhães, na visita à redação para receber o Record de Ouro, em 7 de junho de 2011. Que repouse em paz!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terminava a primavera de 1952 quando Benfica e Sporting se defrontaram em mais uma final a Taça de Portugal. Lembro-me da emoção com que o meu pai, também ele adepto e sócio do Belenenses, seguiu o relato pela rádio, e recordo em particular a alucinante sequência de golos e o quinto do Benfica: a poucos segundos do fim, Rogério de Carvalho, o Pipi, fez o seu terceiro, o 5-4, e deu a vitória aos encarnados.

Nunca mais esqueci essa tarde de magia e passei então a reparar na reverência com que os adeptos do futebol se referiam a Rogério, mesmo os que não eram benfiquistas. Se o Pipi lhes aparecesse pela frente não escaparia à devida vénia.

Calcule-se, por isso, a minha própria emoção quando esta semana, 59 anos depois – ai, ai… – pude abraçar, aqui na redação de Record, o grande Rogério, na frescura dos seus 88 anos, e ainda rijo como o aço.

Na edição de amanhã, podem os leitores mais novos conhecer o percurso deste extraordinário executante, que jogou seis finais da Taça de Portugal, ganhando-as todas (!) e apontando 15 golos nessas seis partidas, um feito inigualável e que é, por certo, um recorde do futebol mundial. Vale a pena ler!

Eu já tive a felicidade de viver para desfrutar de um momento que, desgraçadamente, não poderei guardar por outros 59 anos…

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 10 junho 2011, e assinado por Alexandre Pais

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