Ribeiro Cristóvão: reencontro com uma referência

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O António Ribeiro Cristóvão é um daqueles jornalistas que, tendo obtido êxito profissional em Angola, foram forçados a recomeçar do zero, em Portugal, a seguir ao 25 de Abril. Entre 1963 e 1975, ele trabalhou no Rádio Clube do Huambo, e já em Lisboa, em 1976, entrou para a Rádio Renascença, tendo criado e dirigido o departamento de Desporto. Em 1982, ano em que passou a colaborar também com a RTP, Ribeiro Cristóvão reparou num pequeno grupo de maluquinhos que ousou lançar um novo título desportivo, o Off-Side – ideia do jornalista Ilídio Trindade.

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Num almoço para o qual me convidou, o António disse-me ser admirador do nosso modo de abordagem do futebol e desafiou-nos a fazer comentários na Renascença, um projecto que não avançaria por circunstâncias da vida. Mas continuei a acompanhar a carreira do Ribeiro Cristóvão, um dos grandes nomes do jornalismo português e, em 1984, entreguei aos seus filhos, Teresa e Pedro, por doença ocasional do pai, o Prémio Off-Side de Melhor Comentador de Rádio.

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O nosso reencontro foi ficando adiado, por um lado porque eu me afastei da informação desportiva e por outro porque o Ribeiro Cristóvão se dedicou ainda à política – e obviamente com o sucesso de quem é competente faça o que decidir fazer.

Há dois anos, deixei por lhe entregar o Record de Ouro, que a sua carreira mais do que justificava, o que pude corrigir há dias por deferência do actual director do jornal, António Magalhães, que partilha os mesmos valores que eu. E assim, no Outono da vida, pude reencontrar uma das minhas referências. Ainda a tempo!

Parece que foi ontem, Sábado, 23DEZ15

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