Renovar com Jesus é a decisão certa

Tudo indica estarem certas as especulações dos últimos dias – aliás, reproduzidas como notícias em quase todas as primeiras páginas da imprensa portuguesa – que dão como segura a permanência de Jorge Jesus no Benfica.

Já aqui expliquei os motivos que me levam a considerar essa decisão, a existir, como correta, pelo que não maçarei o leitor com a sua repetição. Saliento, antes, o resultado de dois inquéritos, um online e outro através de telefone, que Record levou a cabo esta semana. 

No primeiro, na nossa edição na internet, surpresa das surpresas, apenas 12% dos que colaboraram identificam o técnico como o principal responsável pelo triplo insucesso de maio do futebol benfiquista.

No segundo, promovido no âmbito da Hora Record, da CM TV, através de chamadas pagas, mais de metade dos que sentiram o apelo de participar indicou a sua preferência por Jorge Jesus para próximo treinador do Benfica. E colocou-o mesmo à frente do triunfante alemão Jupp Heynckes, um velho conhecido – que o Real Madrid quererá como sucessor de José Mourinho e que não foi, nesse inquérito, além de uns modestos 16%, mais 2% que o português Rui Vitória.

Moral da história: a maioria do povo encarnado – e se calhar também o outro, embora por razões opostas – quer a continuidade de Jesus na Luz.

Luís Filipe Vieira tinha, assim, dois caminhos possíveis. Num, avaliava corretamente o pulsar da nação benfiquista, mantinha a palavra já dada e renovava com o treinador. No outro, seguia os “conselhos” de desqualificados, de fazedores de opinião ressabiados e de ex-protagonistas falhados que lhe pediam sangue, e desistia de contratar o homem que não conseguiu, com o poder da mente, evitar o remate dos 90+2 de Kelvin – a origem de toda a desgraça.

Entre ser um líder fraco, daqueles que decidem tudo em função das pressões, e deixar a poeira assentar primeiro para pensar depois pela sua própria cabeça, Vieira terá tomado a opção certa ou, pelo menos, a que melhor parece servir, nesta altura, os interesses do Benfica. Mas corre riscos? Claro, a vida é sempre um risco.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 1 junho 2013

Tudo indica estarem certas as especulações dos últimos dias – aliás, reproduzidas como notícias em quase todas as primeiras páginas da imprensa portuguesa – que dão como segura a permanência de Jorge Jesus no Benfica.
Já aqui expliquei os motivos que me levam a considerar essa decisão, a existir, como correta, pelo que não maçarei o leitor com a sua repetição. Saliento, antes, o resultado de dois inquéritos, um online e outro através de telefone, que Record levou a cabo esta semana. 
No primeiro, na nossa edição na internet, surpresa das surpresas, apenas 12% dos que colaboraram identificam o técnico como o principal responsável pelo triplo insucesso de maio do futebol benfiquista. No segundo, promovido no âmbito da Hora Record, da CM TV, através de chamadas pagas, mais de metade dos que sentiram o apelo de participar indicou a sua preferência por Jorge Jesus para próximo treinador do Benfica. E colocou-o mesmo à frente do triunfante alemão Jupp Heynckes, um velho conhecido – que o Real Madrid quererá como sucessor de José Mourinho e que não foi, nesse inquérito, além de uns modestos 16%, mais 2% que o português Rui Vitória. Moral da história: a maioria do povo encarnado – e se calhar também o outro, embora por razões opostas – quer a continuidade de Jesus na Luz.
Luís Filipe Vieira tinha, assim, dois caminhos possíveis. Num, avaliava corretamente o pulsar da nação benfiquista, mantinha a palavra já dada e renovava com o treinador. No outro, seguia os “conselhos” de desqualificados, de fazedores de opinião ressabiados e de ex-protagonistas falhados que lhe pediam sangue, e desistia de contratar o homem que não conseguiu, com o poder da mente, evitar o remate dos 90+2 de Kelvin – a origem de toda a desgraça.
Entre ser um líder fraco, daqueles que decidem tudo em função das pressões, e deixar a poeira assentar primeiro para pensar depois pela sua própria cabeça, Vieira terá tomado a opção certa ou, pelo menos, a que melhor parece servir, nesta altura, os interesses do Benfica. Mas corre riscos? Claro, a vida é sempre um risco.

Partilhar

Os comentários estão fechados.