Relatório de 2019 da APCT: a desgraça continua

O relatório da APCT, hoje publicado, completa os dados referentes a 2019 e confirma a continuação das quedas generalizadas de vendas em banca. Breves notas:

  1. O “Expresso” caiu 7% em relação a 2018 e registou, nos últimos dois meses de 2019, vendas abaixo dos 50 mil exemplares, pela primeira vez. Chegou a vender mais de 100 mil exemplares.
  2. A “Caras” vendeu, em média, menos de 20 mil exemplares, pela primeira vez, nos dois últimos meses do ano anterior. Chegou a vender mais de 100 mil exemplares.
  3. O “Jornal de Notícias” caiu 10% e vendeu, em média, nos últimos dois meses de 2019, menos de 30 mil exemplares/dia. Chegou a vender mais de 100 mil exemplares.
  4. Agora semanário, o “DN” é o recordista das descidas. Caiu 39%, de 6 099 para 3 726 exemplares por edição, de 2018 para 2019. Chegou a vender mais de 60 mil exemplares/dia.
  5. A revista “Maria” caiu mais 19%, tendo alcançado, no ano passado, uma média próxima dos 82 mil exemplares – mas apenas de 71 mil em dezembro. Chegou a vender mais de 400 mil exemplares.
  6. A “Sábado” manteve os 21 mil exemplares de média de 2018, enquanto a concorrente “Visão” continuou a cair: 13%, com 15 632 exemplares em 2019.
  7. Em contraciclo, o “Público” subiu 3% e alcançou uma média próxima dos 14 mil exemplares em 2019.
  8. A revista “Cristina”, esse equívoco editorial e empresarial, precisou de imprimir 50 mil exemplares, em dezembro, para registar as piores vendas do ano: 15 543 exemplares. Em 2019, com uma queda de 39%, partilhou o recorde de descidas com o “DN”. Isso, apesar da popularidade da diretora e da promoção maciça que a SIC faz à revista.

Pior ainda é saber-se que em 2020 a tendência do suporte papel continua a ser de queda acentuada.

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