Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Record pede desculpa ao Vitória e aos vimaranenses

Na edição de Record do passado domingo, a foto da 1.a  página sofreu um tratamento de imagem que levou à eliminação, estúpida, insultuosa e desnecessária, de uma bandeira do Vitória de Guimarães.

Estou certo que o autor dessa manipulação, efetuada à revelia da direção de Record, não agiu de má fé e não teve consciência do elevado grau de irresponsabilidade com que atuou.

Essa conduta está já sujeita a inquérito interno e terá as consequências que a gravidade do ato, apurada em sede própria, justificar.

Pelo lamentável procedimento, o diretor de Record apresenta o seu pedido de desculpas ao Vitória Sport Clube, baluarte do desporto português, aos seus dirigentes e associados, e também aos adeptos que, certamente com sacrifício, e com amor ao seu clube e a Portugal, estiveram em Lviv a apoiar a Seleção.

Na edição em papel da próxima quinta-feira, dia seguinte ao jogo de Portugal, como aconteceu com a de domingo, formalizarei o público pedido de desculpas que adianto aqui.

E agradeço ainda as muitas mensagens de um mais que justificado protesto, que leitores ligados ao emblema vimaranense nos fizeram chegar. A vossa revolta é a minha revolta.

Alexandre Pais

Nota – Mesmo fora da redação, já pude ter acesso à 1.a página do jornal antes da imagem tratada e verifiquei que o emblema do Vitória ficaria completamente tapado ainda que o estandarte não tivesse sido removido. Ou seja, apenas a parte branca, impossível de se saber a que pertenceria, estaria visível. Isso diminuiu a gravidade da retirada da bandeira, um simples fundo branco quando se optou por apagá-lo. Mas tratando-se de uma foto de agência, a ser inevitavelmente publicada por outros jornais, dada a importância do lance, continua a ser grave que não se tivesse tido em conta a situação melindrosa que se iria criar, pelo que o pedido de desculpas continua válido. Na edição de quinta-feira, publicaremos as duas primeiras páginas e a foto original, para que os leitores possam tirar as suas conclusöes.