re: Uma convocatória que não pode agradar a todos

Caro Alexandre Pais,

Deixe-me discordar de si, no tocante aos 3 jogadores do Sporting.

Mas antes de passar à discordância, permita-me que concorde com a sua afirmação em relação ao mesmo assunto. Em abstracto, eu diria que a época do Sporting não foi de encontro ao interesse dos seus próprios atletas que, legitimamente, tinham aspirações a estarem presentes no Mundial.

Mas, em concreto, tenho de discordar.

Peguemos no Rui Patrício. À partida, eu tinha-o como a 3ª opção. E nessas condições, confesso que via a sua chamada como algo desprovido de importância vital. Ainda assim, olhando para os 2 atletas convocados (e retirando o titular desta equação), eu tenho de perguntar que época fizeram eles que justificasse a sua chamada, em detrimento do Rui Patrício (e no mesmo barco coloco o Quim).

Passando ao Daniel Carriço, a pergunta é a mesma. O que é que Ricardo Costa e Zé Castro fizeram, a título individual e colectivo, que justifique a “ultrapassagem” na lista de convocados? E pergunto ainda, algum deles é melhor jogador que o Daniel Carriço?

Já no caso do Moutinho, embora me custe vê-lo de fora (porque o considero o mais completo centrocampista português da actualidade), admito que a concorrência permite colocá-lo ao nível dos que teriam o lugar em risco.

Quero crer que o amigo (permita-me que me dirija si desta forma, apesar de não nos conhecermos de parte alguma) não imputa o mérito da convocatória à cor da camisola envergada pelos atletas.

E quero acreditar que o seleccionador não olhou às camisolas para elaborar esta convocatória, pois tal seria tão injusto quanto contrário aos interesses da selecção.

No fim de contas, o que mais desejo é que o Prof. Carlos Queirós tenha toda a razão do seu lado. Mesmo que eu não creia em tal.

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