Queixa contra André Villas-Boas por insultar o público

De: Arnaldo Pinto [mailto:
Enviada: quarta-feira, 13 de Abril de 2011 10:39
Para: Record
Assunto: Queixa apresentada à LPFP

Exmo. Senhor,

Os meus cumprimentos.

Junto envio cópia de queixa acabada de enviar ao Provedor da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a qual penso que, pelas razões nela expressas, não deve ser esquecida e/ou “abafada”.

Nesta data foi enviada cópia a outros órgãos da imprensa escrita, rádios e televisões e ao Futebol Clube do Porto.

Com os melhores agradecimentos.

No passado dia 10 de Abril, durante a primeira parte do jogo Portimonense – Futebol Clube do Porto, da 26ª jornada, num momento em que o estádio estava silencioso, o Sr. André Villas-Boas, treinador da equipa visitante, com três agentes da PSP junto dele, estando a ser insultado por um adepto energúmeno, virou-se para a bancada gritando para toda a gente ouvir: “cala-te caralho, foda-se”.

Ora, o Sr. André Villas-Boas tem todo o direito de se sentir insultado pelo idiota que, efectivamente, o estava a fazer. Mas nesse caso, tem de pedir à autoridade que identifique o adepto e, assim o entendendo, apresenta queixa-crime. Não pode é, de modo algum, responder na mesma moeda. Bem sei que o rapaz ainda é novito. Todavia, não basta ter talento e sucesso profissional. Como agente desportivo que é, deve dar o exemplo e fazer pedagogia.

Aliás, o Sr. 4º árbitro, que estava bem perto, é impossivel não ter ouvido, pelo que deveria, na primeira interrupção do jogo, ter chamado o árbitro principal, Sr. Marco Ferreira, e este tomaria a decisão disciplinar que entendesse. Assim, nem acredito que o lamentável episódio conste do relatório da arbitragem.

Como adepto, senti-me insultado, pelo que no intervalo me dirigi à autoridade policial e pedi-lhes a identificação para os arrolar como testemunhas, no que fui atendido pelo Sr. Chefe O.Ferreira,a prestar serviço na esquadra da PSP de Portimão , o qual, juntamente com os dois agentes que estavam junto dele, deverão ser ouvidos. Se essa prova não fôr bastante, que se ouçam todos os adeptos que estavam naquela zona da bancada (eu estava na penúltima fila e ouvi distintamente). Todos esses espectadores são sócios do Portimonense Sporting Clube, com lugar cativo, pelo que facilmente identificáveis. Percebendo o que eu estava a falar com a autoridade, alguns disponibilizaram-se de imediato para testemunharem.

Note-se que esta queixa não é de um clube mas de um adepto que, fosse qual fosse o clube do agente desportivo, mesmo que fosse o seu, se sentiu ofendido, reprovando veementemente o comportamento do espectador que injuriava o Sr. Villas-Boas, mas condenando ainda mais reforçadamente a atitude deste, que não se pode reputar de irreflectida, já que se estava num momento particularmente calmo e o Sr. André Villas-Boas teve muito tempo para pensar e optar por fazer o que um agente desportivo e um cavalheiro deveriam ter feito. A presente queixa, simplesmente para fazer pedagogia será enviada à comunicação social.

Arnaldo Pinto

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