Queda das vendas em banca: um primeiro sinal

Os dados da APCT referentes às vendas das publicações no primeiro trimestre de 2020 vão parecer maravilhosas quando, lá para julho, se conhecerem os números de abril, maio e junho. É que a crise pandémica só se refletiu na segunda quinzena de março, pelo que as cinco quinzenas de início do ano foram “normais”, ainda que já com resultados inferiores aos do mesmo período de 2019.

Para se ter uma ideia das dificuldades por que passa a imprensa, em especial a desportiva (com a paragem de todas as competições), basta olhar para as vendas em banca dos diários e verificar as quedas de fevereiro para março.

O Jogo: 5 919 em março (8 839 em fevereiro); queda do trimestre em relação a 2019: 21%

Record: 17 010 em março (26 449 em fevereiro); queda do trimestre em relação a 2019: 20%

Jornal de Notícias: 24 294 em março (28 721 em fevereiro); queda do trimestre em relação a 2019: 14%

Correio da Manhã: 57 898 em março (69 544 em fevereiro); queda do trimestre em relação a 2019: 11%

Público: 11 213 em março (13 442 em fevereiro); queda do trimestre em relação a 2019: 8%

Nos semanários, a Visão caiu 25% e o Expresso 6%, enquanto a Sábado subiu 4%. Com uma média em banca, em março, de 23 500 exemplares, a newsmagazine da Cofina vendeu mais do dobro da sua concorrente Visão, que não foi além de 11 528.

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