Porque escrevem eles no RECORD

Fui ontem abordado por um leitor que me perguntou, indignado, como podem escrever no jornal os colunistas Dias Ferreira e Rui Santos, que nos seus espaços televisivos criticam Record, tendo voltado a fazê-lo, no início da semana, a propósito da manchete “É Carvalhal ninguém leva a mal”. E explicou: “Se eu discordasse assim tanto das opções editoriais de um jornal, nem uma linha lá assinava”.

Este leitor é um defensor clássico do velho conceito “quem não está por nós está contra nós”, algo que sempre rejeitei.

Os colunistas de Record são-no porque foram convidados pela direção para ocupar espaços de liberdade nestas colunas. Não representam a opinião do jornal, não integram a nossa equipa de jornalistas, não estão sujeitos a compromissos de fidelidade, nem sequer se espera que tenham connosco a tolerância que oferecem a outros.

Quando quiserem deixar de escrever, deixarão. E o mesmo sucederá se entendermos que se esgotou o seu ciclo de intervenção nas nossas páginas. Até lá, se tiverem que criticar, que critiquem.

Não somos burros, aprendemos mais com críticas do que com elogios.

Passe Curto, publicado na edição impressa de Record de 24 Fevereiro 2010

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