Paulo Sérgio: um azar que dá que pensar

Não acredito muito em treinadores que não disponham de uma pontinha de proteção da Senhora – do Caravaggio, de Lourdes, de Fátima, de onde quiserem.

Scolari conseguiu o que se sabe com uma forte componente de bençãos divinas. E Mourinho, que é um enorme treinador, não seria Mourinho se demasiadas bolas batessem nas traves das balizas adversárias. Quero eu dizer que, se o talento é importante, o conhecimento necessário e o trabalho indispensável, sem um bafo de fortuna nada se consegue: nem no futebol, nem na vida.

Digo mais: com um pouco de sorte, Fernando Santos e José Peseiro teriam tido êxito em Alvalade.

Aqui chegado, não sei em que grupo hei-de integrar Paulo Sérgio. É que a última derrota em casa, frente ao Marítimo, que afastou os minhotos da Liga Europa – situação pouco provável antes do jogo, já que o V. Guimarães ganhara no Funchal e era 5.º classificado desde o início do ano – é, no mínimo, para nos deixar de pé atrás.

Sei que não quer dizer muito, mas que dá que pensar, lá isso dá.

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 14 maio 2010

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