Paulo Sérgio critica “Record” por causa de João Moutinho

 

Hoje, em conferência de imprensa, disse Paulo Sérgio, treinador do Sporting:

“Em relação ao João Moutinho, posso fazer um parêntesis. Um órgão de comunicação social que eu muito respeito, que é o Record, tem feito uma coisa na última página que me tem desagradado bastante. Nós percebemos o que são aquelas páginas, aquelas brincadeiras – A Bola tem o Cautchu; o Record tem aquela última página em que vêm aqueles comentários diários, a fazer uma sátira devido à sua ausência do Mundial. Eu acho que aquilo até tem caído no mau gosto. Acho que o João, pelo profissional que é e por aquilo que tem dado ao futebol português, não merecia ver-se picado diariamente num órgão que nós todos respeitamos imenso.”

Nem de propósito. Estava eu a escrever o meu post anterior a elogiá-lo e estava Paulo Sérgio a fazer esta crítica ao “Record”, veja-se como são as coisas.

Mas vamos ao conteúdo do reparo do treinador dos leões:

1. Subscrevo na íntegra as suas palavras, João Moutinho não merecia a secção referida.

2. Além de ser imerecida, como leitor de “Record”, também não a aprecio.

3. Como diretor do jornal, no entanto, devo respeitar a criação da equipa de humoristas que faz o “Off the Record” e que contratámos para… fazer humor.

4. Humor é humor e devemos compreender que a intenção é caricaturar as situações e os protagonistas e não denegri-los e menos ainda ofendê-los.

5. Ainda há dois dias, Nuno Gomes deu uma entrevista a “Record”, ele que tem sido, com Carlos Queiroz, a principal “vítima” da Futenovela da página 2, da autoria de outra equipa de humoristas.

6. Que João Moutinho se não deixe abater por simples graçolas, que siga o exemplo do Nuno e de Queiroz, e que continue a ser o profissional de sempre e um enorme jogador.

7. Uma confissão a fechar: sofri com o seu afastamento dos 23 do Mundial. E por uma questão simples: não sou do Sporting mas sou fã do João.

8. Ainda a tempo: não só não retiro uma vírgula ao meu post anterior sobre Paulo Sérgio, como entendo que esta sua crítica a “Record” confirma plenamente o que penso dele.

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