Paulo Pires e Pedro Lima: como os miúdos cresceram

Por vezes, passo pelas novelas. Não sou fã, mas não me cairiam os parentes na lama se fosse. Afinal, ajudei a lançar, há 17 anos (ai, ai…), a revista “Telenovelas”, e sinto orgulho por isso.

Aguentei-me pouco tempo em “Jardins Proibidos”, da TVI, pois o estilo canastrão de Diogo Infante – que grita tanto que só o vemos a ele, nunca o personagem – é insuportável. Já “A Única Mulher”, também da TVI, me prendeu porque Paulo Pires e Pedro Lima são hoje actores sublimes, cresceram de forma extraordinária desde que chegaram à TV só por serem bonitos.

Para se ser actor ou se tem escola ou se aprende. E aprender foi o que eles fizeram, ano após ano, num percurso semelhante, aliás, ao de Fernanda Serrano, Helena Laureano ou Ricardo Carriço, este igualmente excelente em “Mar Salgado”, da SIC. É curioso comparar a arrogância da cigarra, que canta para o espelho e mal, com a humildade das formigas, vindas da feira de vaidades da moda, que se meteram ao trabalho e venceram. Que exemplo!

Antena paranoica, Correio da Manhã, 18ABR15

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