Passing short (3)

Henin voltou

Ao colocar-se abertamente do lado de Justine Henin, o público que enchia ontem o Rod Laver Arena foi ingrato com Serena Williams, a já mítica vencedora do Open australiano – nove triunfos, cinco em singulares e quatro em pares, estes com a mana Venus – e que desde 1999, quando perdeu a final de pares-mistos, lhe tem oferecido exibições de sonho.

A tenista belga, ganhadora em 2004, e que somou a derrota deste ano à de 2006, viu-se apoiada desde o início do confronto decisivo e só não teve êxito porque o seu jogo ainda não é tão consistente como há dois anos e pouco, quando venceu o US Open, e porque Serena tem uma determinação de ferro.

Também estive por Henin. O regresso aos cortes daquela mulher franzina, aparentemente frágil, diria até sem ponta por onde se lhe pegue, mas que é na verdade uma atleta fabulosa, só pode emocionar os adeptos do ténis e pôr-nos a torcer por ela.

Seis duplas-faltas no serviço, metade em momentos fulcrais, impediram-nos ontem de abrir o champanhe, depois da esperança trazida por um segundo set já com uma Henin de grande nível. Guardemos a garrafa, Roland Garros não tarda aí.

Crónica da edição impressa de “Record” de 31 Janeiro 2010

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