Partiu o dirigente sereno que evitou o pior

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No Correio da Manhã, o jornalista Leonardo Ralha recordou os méritos de Barcínio Pinto

Desapareceu há dias, aos 85 anos, um dos  símbolos do velho dirigismo desportivo que fez escola pelos piores motivos, mas que teve baluartes de serenidade, dedicação e competência como Barcínio Pinto, antigo chefe do departamento de futebol do Belenenses. Cruzei-me com ele no final da década de 80, quando dirigi o jornal do clube de Belém, e pude admirar-lhe o carácter. O jornalista Leonardo Ralha apontou, no Correio da Manhã, as qualidades de Barcínio e lembrou o trabalho que desenvolveu, na área da segurança, por ocasião de um Belenenses-FC Porto, no Estádio do Restelo, em Março de 1988, que contou com a presença do então Presidente da República, Mário Soares. É que a ida de Pinto da Costa para a tribuna, ao lado do líder dos azuis de Lisboa, Mário Rosa Freire, não era uma questão pacífica, pois as divergências entre os dois emblemas, que culminariam meses depois no corte de relações, começavam a azedar. Fui testemunha dessa tensão e se tudo correu bem foi porque Barcínio Pinto tinha um plano e cumpriu-o. Que descanse em paz. Chapeau!

Parece que foi ontem, Sábado, 22DEZ14

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À mesa, no Varanda Azul, o escriba com Mário Rosa Freire e Barcínio Pinto (à dir.)

 

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Antes do jogo, na tribuna do Restelo: à direita, Ventura Martins com Mário Rosa Freire, o escriba atrás de Pinto da Costa… Só Mário Soares sorria

 

 

 

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Em agosto de 1988, o” caldo” com o FC Porto entornou-se de vez

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