Os manos Lucas que o Brasil não esquecerá

Rui, não te esqueças do Vicente!, o magriço que, sempre a jogar de “pantufas”, travou Pelé, no Jamor, em 1963, e em parte também no Mundial de 66, perante a impotência daquele que considero ter sido – apesar de Di Stéfano, de Maradona, de Crujff e de Eusébio – o melhor jogador que vi atuar.

Mas lembrar qualquer facto ao meu camarada Rui Dias, sofredor como eu pela decadência belenense, seria o mesmo que sublinhar a Luís de Camões uma passagem dos Lusíadas. O que tu não sabes, contra-atacou ele, é quem marcou o nosso primeiro golo ao Brasil, e no Maracanã…

É verdade, nem podia saber, nesse ano, 1957, eu era lá nascido!… Foi Matateu, claro, o irmão de Vicente Lucas, o génio que não deixaremos cair no esquecimento (foto acima).

E a saudade reinou, por segundos, no nosso metro quadrado de patético delírio azul.

Passe global, publicado na edição impressa de Record de 25 junho 2010

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