Os candidatos presidenciais e o clube do amor

Na Quadratura do Círculo, António Lobo Xavier revelou estar como Jorge Coelho e “gostar deles todos”. Referia-se à gente do CDS e não à do PS, claro. Eu peço imodestamente licença para me juntar a esse clube do amor, a propósito dos candidatos presidenciais.
 
Na realidade, gosto de Marcelo e sinto-me órfão ao domingo à noite. Gosto de Nóvoa e do seu talento de malabarista do verbo. Gosto de Maria de Belém e da ideia de pôr os chefes de Estado que nos visitem a comer com os pobrezinhos. Gosto de Edgar Silva porque simpatizo com quem consegue viver na Lua. Gosto de Marisa por uma inconfessável atracção pré-senil. Gosto do senhor que nos faz lembrar o Zorro porque desde criança que detesto o estúpido sargento Mendoza. Gosto do homem que odeia a corrupção porque também eu sou contra a peste suína e não me sinto compreendido. Gosto de Henrique Neto pela ampla perspectiva de futuro e do Tino pelas palavras tontas. E gosto até do candidato restante, cujo nome se me varreu de momento, pela classe das fatiotas.
 
Apesar deste amor repartido, irei votar Marcelo, afinal um rapaz da minha incorporação, fiel ao omeprazol em jejum e que, sabemos agora, também gosta de todos.
Observador, Sábado, 21JAN16
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