O risco tremendo das contratações de Bettencourt

 



Ao contratar Costinha,
Bettencourt  assumiu
um risco. E com
Paulo Sérgio, duplicou-o

O Benfica pagou no final do século passado uma pesada fatura pelo desmantelamento da “armada britânica”, trazida para a Luz por indicação do técnico escocês Graeme Souness. Quando o almirante se foi embora, os encarnados perderam rios de dinheiro ao ter de vender ao desbarato jogadores se segunda linha ou em fim de carreira, que ninguém queria.

O Barcelona passou por problema idêntico com a “armada holandesa” que Louis Van Gaal fez atracar em Camp Nou e de que o clube blaugrana tardou em se livrar após a partida do treinador.
E ainda na época passada o Belenenses contratou o brasileiro Casemiro Mior e ofereceu-lhe uma bandeja com duas dezenas (!) de compatriotas, jogadores de futebol uns, rapazes simpáticos outros – quase todos despachados com um cheque no bolso, que só ajudou à bancarrota azul.

Trata-se, obviamente, de uma estratégia errada, pois o que está certo é os dirigentes contratarem os jogadores para jogar e o treinador para treinar, enquadrando uns e outro com gente da casa, para manter a identidade do clube e garantir um dia seguinte sem demasiada turbulência. É o que faz, há muito tempo, o FC Porto, por exemplo, com os resultados que se conhecem.

José Eduardo Bettencourt não pensa assim. Ao contratar Costinha, um diretor-desportivo que nunca exerceu essas funções, assumiu um risco. E ao escolher depois Paulo Sérgio, um técnico jovem, ainda com pouco currículo, o presidente leonino duplicou esse risco. Por aí se devia ficar. Mas não é o que acontece, pois Nuno Valente vai estrear-se também como técnico em Alvalade e os reforços que se anunciam são escolhas pessoais de segunda colheita. Se o projeto falhar, o que restará? Eu diria que o risco está a subir para um nível tal que, então, nem Bettencourt restará. O póker é um jogo perigoso.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 8 maio 2010

 Segunda-Feira, 10 Maio
• 14:17 – SLB ETERNO
O futebol é um jogo de risco. O SLB se não tem investido forte como nas últimas épocas cada vez se afundaria mais financeiramente. Foi um risco calculado, dada a larga massa adepta mas se as escolhas de JJ e RC falhassem o SLB estaria em grandes dificuldades. A aposta foi ganha e parece-me que a aposta do SCP é ainda mais cautelosa que a do SLB e o futebol luso precisa dum SCP forte.

 

 Domingo, 9 Maio• 15:08 – joao
O risco no Sporting e previsivel.O desespero vai leva-los a comprar mais Grimis e Pongolles, Teriam que comecar a preparar a Equipe com o que ha,e indentificando os pontos mais fracos reforca-los um de cada vez.Carvalhal podia ter feito expericias para ver com o que podemos contar,Assim este ano vai ser a norma nos 3/4 anos a seguir.Se a subida da divida permitir.Nao e com 15mil/jogo em assistencia que podem suportar ordenados de 100mil/mes.e direcoes profissionais.Olhem o Benfica.como exemplo

 

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