O objetivo é chegar ao Mundial e ganhar

Mal estaríamos se a Seleção tivesse repetido ontem a frouxa exibição que rubricou diante de Cabo Verde. Não, já se viu melhor condição física, mais velocidade, outro empenho, uma atitude profissional e algumas jogadas a prometerem a boa forma para breve.

Detesto comparações com o passado. Se as circunstâncias nunca são idênticas e as peripécias das partidas jamais se repetem, os paralelismos são fúteis. Referir hoje como eram maravilhosos os vice-campeões europeus de 2004 é quase tão inútil como tecer loas aos magriços de 1966. Ai se ainda tivéssemos o Eusébio! Não temos. Ai se o D. Afonso Henriques fosse vivo! Não é.

Mas como a vida continua, o que conta são estes 23 homens, a sua qualidade, e a capacidade que tiverem para sofrer e para funcionar como um todo, como uma verdadeira equipa. Como interessa que Carlos Queiroz se concentre no que está para vir e ignore os estúpidos assobios da Guarda ou as farpas dos que não acreditam nele. Há um objetivo para cumprir. Mais nada.

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 2 junho 2010

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