Premiar em vida: o mérito dos Troféus Gandula e de Wilson Brasil

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A primeira vez que recebi um Gandula, aliás dois – um deles como Jorge Caiágua, autor de uma página sobre futebol, De A a Z, no Off-Side – foi em 1983, em Viseu. A entrega dos troféus dava-se por esta fase do ano, entre épocas desportivas, e constituía um grande acontecimento na altura. A iniciativa pertencia ao brasileiro Wilson Brasil, que a lançou no seu país e a continuou entre nós. Em 1995, com o fecho do jornal Gazeta dos Desportos – e o fim da sua página Lanças e Troféus – Wilson regressou à pátria, deixando-nos um vazio no reconhecimento dos méritos de atletas, treinadores, dirigentes e jornalistas. Todos os anos, dezenas de personalidades acorriam à cidade onde se realizava a gala – e Wilson arranjava os patrocínios – para receber os prémios. Era segundo o critério do organizador, discutível mas carregado de espírito construtivo, que se apuravam os Melhores do Desporto. Os distinguidos levavam uma estatueta dourada e as senhoras rosas de prata. Saudades da tua generosidade, Wilson.

Wilson Brasil: o jornalista que gostava de fazer o bem

O nome do troféu, Gandula, que significa no Brasil apanha-bolas, pretendia exaltar a humildade que simboliza a grandeza do desporto. Foi criado em São Paulo, em 1973, com o objectivo de fazer o bem e homenagear em vida e veio para Portugal no início dos anos 80. Wilson Brasil, que se definia como jornalista, radialista, homem de TV, compositor e escritor, morreu em São Paulo, em 2001, já octogenário.

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O multipremiado Rui Dias, referência do Record, com a mulher, Maria Gabriela, e Wilson Brasil, em 1993, em Rio Maior. Acima, este escriba com mestre Brasil e o Gandulão (o quinto Gandula), nas Caldas da Rainha, em 1986

 

 

 

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