O mar mudou e o fotógrafo foi ao banho (o Luís Norton de Matos escapou…)

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Corria o ano da graça de 1987 quando dei conta que passara toda a vida a olhar para o farol do Bugio sem nunca lá ter ido. E tive a ideia de produzir nos seus areais – maiores, com a maré vazia, do que parecem à distância – um editorial de moda, algo que não me recordava de ver feito.

O entrevistado da edição da revista Élan de Agosto era o Luís Norton de Matos – actual treinador do União da Madeira – e quisemos juntá-lo, numa sessão com roupa de Paulo de Matos e Jorge Virgílio, à sua mulher da altura, Xana, manequim – e das melhores.

Foi um dia único, num tempo único das nossas vidas. Da doca de Belém, num pequeno iate colocado à disposição, partimos para a foz do Tejo, certos de um incómodo: a acumulação de areias no Bugio, com a formação de pequenos bancos, impedia o iate de atracar, pois ficaria encalhado. O transbordo de pessoas e materiais foi, então, feito num barco a motor, de fundo mais friendly…

Realizado o trabalho, regressámos, já com a maré cheia e o mar tão agitado que uma onda virou o barco, atirou o fotógrafo João Palmeiro ao banho e, com ele, milhares de contos de material fotográfico, que ficou inutilizado… E não havia seguro, foi um drama.

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Bugio6Além dos já citados e do escriba, participaram na aventura a produtora Ana Maria Lucas, os assistentes de produção e de fotografia, Antonieta Costa e Sebastião José, e ainda Ana Bastos. Inesquecível, quase 30 anos depois…

Parece que foi ontem, Sábado, 28ABR16

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