O legado que Wilson Brasil nos deixou

Prosseguindo uma iniciativa louvável o CNID, Associação dos Jornalistas de Desporto entregou há dias os seus prémios do ano, não só a atletas, técnicos e dirigentes mas também a jornalistas. Sei como é motivante para os profissionais da comunicação social, em particular para os que não dependem das mordomias das redes e recusam a preguiça do rabo sentado, verem reconhecido o esforço e a qualidade do seu trabalho.

Em 1983 e 1984, o semanário Off-Side assinalou os aniversários premiando figuras do desporto, incluindo jornalistas, e o Record instituiu há 13 anos o Record de Ouro e distinguiu ainda, durante o período adequado, os melhores da redacção. Tudo por ter um dia surgido em Portugal o jornalista Wilson Brasil, que nos deixou, com os seus Troféus Gandula, importante legado: premiar o mérito e homenagear em vida.

E não por acaso, os galardões do CNID ostentam os nomes de verdadeiros monstros da nossa profissão: José Neves de Sousa, o da imprensa, Vítor Santos, revelação, Artur Agostinho, rádio, Alves dos Santos, televisão, e Nuno Ferrari, fotografia. Tive o privilégio de privar ou trabalhar com os cinco e aqui lhes renovo o meu tributo, com a alegria de ver, vivo e projectado no futuro, um talento que não se perdeu. Chapeau! 

 Parece que foi ontem, Sábado, 19MAI16

António Magalhães fez a entrega à editora do Record, Vanda Cipriano, do Prémio Neves de Sousa; o mítico jornalista distinguiu, em 1984, o treinador Fernando Cabrita

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Pedro Azevedo, da Renascença, recebeu das mãos do director do Record o Prémio Artur Agostinho; em 2005, o maior dos comunicadores descerrou, na redacção do Record, uma placa com o seu nome

A jornalista Mariana Cabral, do Expresso, recolheu de Murillo Lopes o Prémio Vítor Santos; o Off-Side escolheu como Melhor Comentador de 1984 o grande mago da profissão

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Repórter-fotográfico de A Bola, Paulo Santos recebeu de Francisco Paraíso o Prémio Nuno Ferrari; em 1983, à referência-mor da fotografia foi atribuído o Prémio Off-Side

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Bessa Tavares entregou a Rui Orlando, da Sport TV, o Prémio Alves dos Santos; em 1971, o escriba privou com um dos maiores nomes do jornalismo português

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