O êxito de Vítor Pereira constitui uma lição

A conquista do “tri” por parte do FC Porto constitui uma grande lição. Não é nova, já que desde “os prognósticos só no fim do jogo” até ao facto de as partidas terem 90 minutos, passando pelo não menos comum “no final fazem-se as contas”, todos sabemos que não se devem deitar foguetes antes da festa – como tragicamente fez o Belenenses, em 1955, nas Salésias, com 2-1 no marcador e bem antes do sportinguista João Martins, a 4 minutos do fim, fazer o 2-2 e “entregar” o campeonato… ao Benfica.

Mas há outra lição a tirar deste sucesso portista: a de que um treinador discreto, sobre o qual não incidem com tanta intensidade as ilusórias luzes da ribalta, pode levar de vencida um colega mais carismático e mais mediático, cujas palavras e silêncios são alvos de mil atenções e conjeturas.

O ”bis” de Vítor Pereira é, afinal, o da essência do futebol: o êxito não é do favorito, do que se supõe mais forte ou do que se pensa ser melhor, mas do que ganha. No caso, do que ganhou, nunca perdeu e acabou em primeiro.

Chapeau, Vítor.

Passe curto, a publicar na edição impressa de Record de 20 maio 2013

Aconquista do “tri” por parte do FC Porto constitui uma grande lição. Não é nova, já que desde “os prognósticos só no fim do jogo” até ao facto de as partidas terem 90 minutos, passando pelo não menos comum “no final fazem-se as contas”, todos sabemos que não se devem deitar foguetes antes da festa – como tragicamente fez o Belenenses, em 1955, nas Salésias, com 2-1 no marcador e bem antes do sportinguista João Martins, a 4 minutos do fim, fazer o 2-2 e “entregar” o campeonato… ao Benfica.
Mas há outra lição a tirar do êxito portista: a de que um treinador discreto, sobre o qual não incidem com tanta intensidade as ilusórias luzes da ribalta, pode levar de vencida um colega mais carismático e mais mediático, cujas palavras e silêncios são alvos de mil atenções e conjeturas.
O”bis” de Vítor Pereira é, afinal, o da essência do futebol: o êxito não é do favorito, do que se supõe mais forte ou do que se pensa ser melhor, mas do que ganha. No caso, do que ganhou mais vezes e acabou em primeiro.  Chapeau, Vítor.

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