O Cajuda do Twitter não é o Cajuda da Bayer e o Record não percebe nada de redes sociais

A propósito de uma noticia divulgada pelos jornais Record e A Bola, o treinador Manuel Cajuda vem prestar o seguinte esclarecimento:

ESCLARECIMENTO

Estou indignado e acho que tenho razões legítimas para me sentir assim. Esta manhã, fui surpreendido pela informação publicada pelo jornal Record, de que, eu próprio, me teria oferecido para o cargo de seleccionador nacional, através da rede social Twitter. Esta noticia tem um problema grave com a verdade…é que eu não tenho Twitter, nunca estive nessa rede social e só hoje fiquei a saber que alguém, abusivamente, está a utilizar o meu nome, para difundir mensagens falsas, pouco sérias e totalmente descabidas.

Considero a noticia, um exemplo de mau jornalismo. Aliás, tenho mesmo dificuldade em considerar essa noticia como jornalismo. Como curiosidade, fui ler o que me tinha sido, inopinadamente, atribuído pelo jornal e, de facto, confirmei algumas ideias que tenho sobre a relação que mantenho, desde há anos, com alguma comunicação social, em Portugal. O que fizeram, não é jornalismo, porque o bom jornalismo, cruza as fontes, ouve as partes e, sobretudo, valida as suas informações. Nada disso se passou com esta noticia. Ninguém se deu ao cuidado de saber se a página que me é atribuída na rede social “Twitter” é verdadeira ou uma reles utilização do meu nome. Infelizmente, trata-se mesmo de uma reles utilização do meu nome e os jornal foi enganado, levando os seus leitores ao engano.

Aliás, a forma pouco séria como estão escritas as mensagens nessa página-fantasma de Manuel Cajuda no Twitter, devia ter dissuadido o jornal de as replicar na sua edição em papel, porque desprestigia o jornalismo e incentiva qualquer pessoa a utilizar indevidamente o nome de qualquer personalidade pública, para prejudicar a sua imagem, de uma forma, insisto, reles e abusadora.

Em mais de 25 anos de carreira nunca precisei de me oferecer para o exercício da minha função de treinador. Também não o fiz agora e muito menos usando uma forma tão pública e notória. Tenho a sensibilidade suficiente para evitar comentários sobre a selecção nacional, numa altura em que Portugal joga um encontro importante da sua fase de apuramento para o Euro 2012. Ainda ontem, numa nota informativa autorizada, emitida pela minha assessoria de comunicação, evitei comentários sobre uma noticia, proveniente de Itália, que me apontava como um eventual sucessor de Carlos Queiroz.

A terminar, gostaria de informar que vou proceder judicialmente contra o autor dessa página e que espero que o jornal Record, que reproduziu essas mensagens falsas, tenha a dignidade de reproduzir este meu desmentido. Caso contrário, vou pressupor que não se trata de um caso de mau jornalismo, mas antes de um caso de má-fé. E esses também podem resolver-se em tribunal.

Manuel Cajuda (o autêntico)

PS: Já que o Record parece apreciar as redes sociais, aproveito para informar que o teor desta declaração estará reproduzida na minha página oficial no Facebook. É a única página que mantenho oficialmente nas redes sociais, o que pode, igualmente, servir para o jornal Record perceber a diferença entre a malicia das mensagens contidas no meu falso “Twitter” e as mensagens sérias e autorizadas do meu Facebook.

Espero igualmente que o jornal dê, a este desmentido, o mesmo destaque de primeira página que amavelmente ofereceu à noticia “Cajuda oferece-se pelo Twitter”.

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