O baronato de Alvalade, por Alberto do Rosário

O baronato sexagenário, que gravita em torno do camarote presidencial, não deixa o Sporting respirar o ar da renovação, da mudança, da inovação. Em busca de pequenas mordomias e, sobretudo, de vedetismo – e a cereja no bolo é a ambição de alguns minutos na comunicação social, com o ridículo de respostas ainda mais redundantes que as perguntas já redundantes dos repórteres “desportivos”.

Este baronato, sempre que se aproximam eleições, movimenta-se, implacável e em todas as frentes, na defesa da excelência das listas de consenso, a bem da unidade – a sua – do clube. Ou seja, venha mais do mesmo.

Nunca, em empresa alguma, a geração dos 60 anos fez qualquer mudança digna desse nome. E no Sporting é notório que não basta mudar as moscas. Os homens e mulheres dos 40 anos vão ter de se chegar à frente porque só com espírito sério de mudança e ideias criativas se poderá traçar um projeto mobilizador que, executado com competência, capacidade inovadora e ambição, leve o Sporting a sair deste marasmo deprimente.

Chegou a altura da geração dos 40 anos demonstrar o seu amor ao Sporting.

Bilhar grande, publicado na edição impressa de Record de 2 março 2011

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