Final portuguesa à vista na Liga Europa

Se não se encontrarem nas “meias”, Benfica e FC Porto têm boas hipóteses de ser os finalistas da Liga Europa. Até a Juventus, o mais difícil dos possíveis adversários, não é superior a águias e dragões, pelo que o que importa agora é ultrapassar nos “quartos” os dois melhores opositores que poderiam ter calhado, ambos sétimos classificados nas suas ligas. A sorte no sorteio foi um bom sinal porque, não chegando, sem ela não há campeões.

Do lado do AZ Alkmaar, teoricamente a equipa menos forte desta fase, o perigo maior para o Benfica virá do treinador dos holandeses, Dick Advocaat, velha raposa saída da escola do lendário Rinus Michels. Mas não só, uma vez que a irregularidade das exibições dos encarnados, retomada com a pálida atuação frente ao Tottenham, ameaça causar-lhe dissabores. A grande estirada de Oblak, quase no final da partida de quinta-feira – que evitou o 1-3 e uma carga de trabalhos – ficará na memória dos jogadores como alerta para o que não se pode fazer na alta competição: dormir à sombra da bananeira. E bom será, também, que os avançados “substituam” rapidamente os centrais na obtenção de golos, pois nem sempre as “torres da Luz” conseguirão resolver os problemas.

Mas irregular mesmo é o Sevilha, que tem o quarto melhor ataque da liga espanhola – só o trio de ouro marcou mais – mas tem igualmente a 14.ª defesa, o que abre boas perspetivas aos azuis e brancos. Numa jornada, os andaluzes são derrotados em casa pelo Celta (0-1), e na ronda seguinte vão a Barcelona ganhar ao Espanhol (1-3). Numa semana, empatam no Vicente Calderón (1-1), e oito dias depois soçobram com o Levante, no Sánchez Pizjuán (1-2). Foram a Camp Nou perder (3-2) com um golo de Alexis, aos 93 minutos, e só venceram no seu estádio o Almeria (2-1), último classificado, aos 92, com um remate de cabeça do inevitável Rakitic.

Se o verdadeiro FC Porto, aquele que tão bem jogou em Nápoles – e com uma defesa de recurso – estiver de volta, a final ficará mais perto. Mas se, ao contrário, regressarem a apatia e a conversa a mais, as camisolas não chegarão para salvar uma época já impossível de esquecer.

Canto direto, Record, 22MAR14

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