Novembro negro ataca outra vez

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Dez anos sem o César e o André. Mas se o tempo voa, a saudade fica…

O acidente de aviação de hoje que vitimou, na Colômbia, quase toda a equipa brasileira de futebol do Chapecoense, traz-me à memória outra queda de avião, aquela que no doloroso dia 24 de novembro de 2006 – fez agora 10 anos – na Patagónia, matou dois dos nossos jovens camaradas de redação do Record: César de Oliveira e André Romeiras, cujas famílias daqui saúdo com emoção.

Mas faz-me também recordar mais dois acidentes de aviação, de que o meu pai muito me falava e que o marcaram: o que dizimou a equipa italiana do Torino, a 4 de maio de 1949, quando o avião se desfez contra um muro da basílica de Superga, em Itália, e o que vitimou oito jogadores do Manchester United, em Munique, a 6 de fevereiro de 1958, após uma descolagem mal sucedida que fez com que a aeronave se despenhasse logo após ter levantado voo.

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Os jogadores do Man. United à entrada do Airspeed Ambassador que levaria alguns para a última viagem

Dois pormenores ligam essas tragédias ao futebol português, pois o Torino regressava a casa depois de ter jogado, e perdido (4-3), com o Benfica, em Lisboa, e entre os sobreviventes do acidente com o Manchester United encontrava-se o hoje lendário Bobby Charlton, talvez o principal “responsável” pela vitória (2-1) da Inglaterra sobre Portugal – fez os dois golos “deles” – no Mundial de 1966, que nos afastou da final e, quem sabe, do título.

Na tragédia da Associação Chapecoense, também uma ligação a Portugal: a do treinador Caio Júnior, que por cá jogou, inclusivamente no meu Belenenses, em 1994-1995. Poderíamos também estar agora a lamentar a perda de Marcelo Boeck, mas o ex-guarda-redes do Marítimo e do Sporting não seguiu viagem por ter sido dispensado por causa do seu 32.º aniversário…

Que dia horrível.

24capapatagonia

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