Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Nós sabíamos

 

Nós sabíamos que ia ser assim. A malta a responder às críticas, justas ou injustas, a tocar a reunir, a fazer um jogo de contenção, que o adversário não era para brincadeiras e a época já pesa nas pernas. Apesar disso, a falta de sorte habitual, um remate ao ferro.


Nós sabíamos que ia ser assim. Um ressalto da bola em Moutinho, a deixar Pepe fora da trajetória, e Mario Gómez, o oportunista de sempre, a marcar o golo.
Nós sabíamos que ia ser assim. Portugal a reagir, a soltar-se, a ir para cima deles, a bola a voltar a beijar a barra, e duas ou três oportunidades a perderem-se. A de Varela, então, uma pena.
No final, claro, ganhou a Alemanha. E nada há que apontar aos nossos jogadores. Nós sabíamos que ia ser assim.

 


Nós sabíamos que ia ser assim. A malta a responder às críticas, justas ou injustas, a tocar a reunir, a fazer um jogo de contenção, que o adversário não era para brincadeiras e a época já pesa nas pernas. Apesar disso, a falta de sorte habitual, um remate ao ferro.

Nós sabíamos que ia ser assim. Um ressalto da bola em Moutinho, a deixar Pepe fora da trajetória, e Mario Gómez, o oportunista de sempre, a marcar o golo.

Nós sabíamos que ia ser assim. Portugal a reagir, a soltar-se, a ir para cima deles, a bola a voltar a beijar a barra, e duas ou três oportunidades a perderem-se. A de Varela, então, uma pena.

No final, claro, ganhou a Alemanha. E nada há que apontar aos nossos jogadores. Nós sabíamos que ia ser assim.

Euro passe, publicado na edição impressa de Record de 10 junho 2012