Mundial de 2018: um “bravo!” aos inconformados

Portugal e Espanha perderam para a Rússia, como aliás se esperava, a organização do Mundial de 2018. Lamentam-se os adeptos do futebol e regozijam-se por cá os amigos da desgraça, aqueles que querem condenar-nos ao miserabilismo para a eternidade. Bom, bom seria canalizar todo o investimento para subsídios ao imobilismo até que não restasse um cêntimo. Depois ficaríamos todos muito iguais, muito pobrezinhos, a matar-nos uns aos outros pelas migalhas que restassem.

Assim é melhor. Continuaremos a pagar – até 2024! – os 100 milhões de euros que o Estado gastou com os estádios e a ver as autarquias sem receitas para pagar as avultadas despesas com os monstros de cimento…

Portugal ficou sem o Mundial, mas manda a verdade que se diga que lutámos, uma vez mais bravamente, tivemos ambição, quisemos meter a cabeça de fora do atoleiro, fizemos uma boa figura lá fora. Daqui envio, por isso, uma saudação a Gilberto Madaíl, felicitando através dele todos os inconformados que, ousando sonhar grande, venceram por momentos o destino de mediocridade a que parecemos condenados.

Passe curto, a publicar na edição impressa de Record de 3 dezembro 2010

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