Muito Barça, pouco Porto foi aquilo que a TV deu

Cheguei a pensar que a chamada de capa “Muito Barça pouco Porto”, da edição de Record de sábado, nada mais representava do que uma miragem criada por estes olhos e pelos outros seis que estiveram comigo a ver a Supertaça europeia.

Quando li alguns comentários sobre o jogo, no Record e nos outros jornais, pensei que talvez fosse a transmissão televisiva que nos induziu em erro, que nos proporcionou imagens diferentes, que exibiu um FC Porto uns furos abaixo daquilo a que nos habituou, que não nos mostrou uma oportunidade de golo para os dragões (além do grande remate de Guarín que Valdés defendeu a custo), que nos deixou ver Helton, enorme, quase no fim, a impedir Iniesta de fazer o 3-0, que nos revelou um Hulk incapaz de apresentar credenciais no palco adequado à afirmação de jogadores que não se trocam nem por Cristiano Ronaldo.

Mas não, afinal vi bem. A crónica do insuspeito Miguel Sousa Tavares, ontem em “A Bola”, e a de José António Saraiva, hoje, na última de Record, confirmam aquilo que a TV mostrou e eu vi: muito Barça, pouco Porto. O resto são simpatias, interesses, opiniões. É a vida.

Passe curto, publicado na edção impressa de Record de 31 agosto 2011

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