Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Mil dias no topo

Decorreram 30 anos sobre o lançamento da revista “Tomorrow”. Já partiram alguns dos que a fundaram, incluindo uma amiga comum que insistiu para que se recorresse à colaboração da Maya, que fazia sucesso como taróloga, no “Público”. Desse mundo desaparecido, na comunicação social restamos os dois e poucos mais.

Vejo, assim, com agrado e mesmo emoção o novo ciclo que Maya iniciou esta semana na condução do “Tarde CM”, um dos programas com que a estação cá da casa assinala o seu oitavo e triunfante aniversário – em fevereiro, a CMTV obteve outra vez, sozinha, uma audiência maior que toda a concorrência junta. E vai a caminho dos mil dias a liderar a informação no cabo!

Ainda por cima, a estreia de Maya nas tardes da CMTV – período em que as estações generalistas têm Goucha, Tânia e Júlia, belo desafio! – ficou marcada pela participação de Marco Paulo, cantor superdotado mas também homem solidário, um mensageiro do bem de que a generalidade dos portugueses gosta, mesmo os que não apreciam a sua música.

Na ‘maratonista’ Maya saúdo, afinal, todos aqueles que ignoraram os profetas da desgraça e construíram a CMTV, liderados pelo visionário que, com pouco, cumpriu a tarefa de fazer melhor do que os outros. Chapeau!

Antena paranoica, Correio da Manhã, 20mar21